Título: Pó de Lua
Autor(a): Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 192
Classificação: 4/5

Nas férias de julho desse ano eu tinha um objetivo: colocar em dia a leitura dos livros que eu tenho guardados na minha estante, e assim eu fiz. Li alguns livros que tinha ganhado no meu aniversário, e outros ainda mais antigos que tinha comprado ainda em 2015. E entre todos os livros que eu li, um deles era o "Pó de Lua" da Clarice Freire, e como achei ele um verdadeiro amorzinho resolvi que precisava escrever uma resenha dele aqui no blog.
"Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos."
Uma obra reflexiva e linda, no formato de um caderno moleskine é onde a publicitária Clarice Freire exercita a sua criatividade através de seus poemas, as brincadeiras com as palavras e lindos desenhos. É assim que se apresenta o livro, que é dividido em 4 partes, assim como as 4 fases da lua: minguante, nova, crescente e cheia.
Lua Minguante  
"Não vivo de PASSADO,
mas confesso que ele passe por mim
um tanto mais que o ESPERADO."
Os poemas dessa fase do livro abordam alguns temas diretamente relacionados com o passado; do tempo que às vezes passa rapidamente como num piscar de olhos, já em outras ele arrasta para se passar; da saudade que sentimos de algumas pessoas. Chega a ser tocante o poema que ela escreve para falar sobre o Vô Jaime, com certo chame ela deixa claro o seu amor e a importância por ele.
Lua Nova
"A LUA NOVA se contradiz
ESCONDIDA, ENCOLHIDA,
Fala a voz muda
Que não se DIZ."
Nos poemas dessa parte do livro é possível perceber uma grande leveza, maior até do que das outras partes, como se realmente estivesse tirando um pouco da gravidade de todas as coisas. É possível perceber que nessa parte do livro as brincadeiras semânticas acabam sendo maiores, trazendo um ar maior de graça.
Lua Crescente
"Vivia se perguntando se LUZIA ou ESCURECIA
Não assimilava bem quem era,
Porque metade ACENDIA
e a outra não se VIA"
Assim como a lua vai crescendo, a simpatia do livro também cresce com o decorrer da leitura. Os poemas dessa parte abordam muito a questão do ser, de como crescer pode dar um pouco de medo por se tratar de algo indefinido, além das dúvidas e o receio de deixar algumas coisas para trás. É uma parte fácil de se identificar, pois todos nós já passamos por momentos de indecisão, dúvidas e receio a medida que crescemos.
Lua Cheia
"Eu admiro a LUA CHEIA.
Ela não incendeia a noite por si ,
Mas festeja o belo de ser
REFLEXO DE AREIA
Lampejando a ESCURIDÃO mesmo sendo
APENAS PÓ."
Chegamos à última fase da lua, na última parte do livro e é como se um ciclo estivesse terminando. Nesses poemas, Clarice fala muito sobre a liberdade, a leveza — que não está presente somente nessa parte, assim em como todas as anteriores do livro. A leveza é algo sempre constante em todos os poemas da obra —, a liberdade e sobre como é importante conhecer e reconhecer toda beleza e simplicidade da vida.
Leveza. Encantador. Incrível. Simples. São muitas palavras que posso usar para definir "Pó de Lua", e a experiência sobre como foi a leitura. É um livro cheio de brincadeiras com as palavras, uma leitura rápida e tranquila acompanhada com desenhos que complementam e que dão um maior sentido para os poemas. Não posso ser a maior fã do gênero de poesias, mas é certeiro o fato de que fiquei completamente encantada com esse livro e no final tive a sensação de que havia diminuído um pouco da gravidade das coisas, uma sensação de leveza e de relaxamento na minha vida como um todo.


Título: Depois de Você
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Classificação: 3/5

Quando gosto muito de um escritor sempre procuro acompanhar de perto o seu trabalho, e ultimamente a Jojo Moyes se tornou uma das minhas queridinhas. Já li alguns de seus livros e me emocionei com suas histórias, e agora estou de volta ao blog com mais uma resenha de um livro dela! Após de ter chorado bastante com a leitura de "Como Eu Era Antes de Você", agora eu estou de volta com a continuação dele que é "Depois de Você".  Espero que gostem da resenha e do livro!
"Quando uma história termina, outra tem que começar.
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes.
Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente."
Depois da morte de Will Traynor, Louisa Clark — ou simplesmente Lou — resolve seguir o seu conselho de viver intensamente, com isso ela se muda da pequena casa de seus pais e usa o dinheiro que ganhou para viajar por alguns países da Europa e comprou um apartamento novo. Porém, apesar de sua mudança de vida ela ainda se sentia vazia, como se um pedaço dela estivesse faltando. Quando ela retorna para sua nova casa ao invés de cursar uma faculdade, fazer o seu curso que havia prometido para o Will, ela começa a trabalhar em um bar do aeroporto atendendo como garçonete.

Dezoito meses após a morte de Will e ela ainda se sente no fundo do poço, às vezes consegue ter dias bons e outros nem tanto. E, desde então sua vida mudou um pouco. Lou não usa mais suas roupas chamativas, ela trocou seu guarda-roupa por algo mais básico com o objetivo de passar despercebida, e sua rotina parece que nunca muda.

Bem, pelo menos, até o seu acidente.
"— Dezoito meses. Dezoito meses inteiros. Até quando vai ser assim? — Pergunto na escuridão. E pronto, posso senti-la fervendo de novo: aquela raiva inesperada. Dou dois passos olhando para os meus pés. — Porque isso não parece vida. Não parece nada.
Dois passos. Mais dois. Hoje à noite vou até o canto.
— Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer... — Abro os braços, sentindo na pele o ar fresco da noite, e percebo que estou chorando outra vez. — Vá se foder, Will — murmuro. — Vá se foder por ter me deixado."
Um quadril fraturado, um tempo desacordada e alguns outros machucados. Essas foram algumas consequências de seu acidente, apesar de os pais de Lou acreditarem fortemente que aquilo foi uma tentativa de suicídio da sua filha. E, durante o processo de sua recuperação ela decide entrar em um grupo de terapia de luto: o Grupo Seguindo em Frente, pois prometeu para seus pais que faria aquilo para voltar a morar sozinha uma vez que estavam preocupados com que outro acidente acontecesse.

Em seu primeiro dia no Grupo Seguindo em Frente, em meio há biscoitos ruins e histórias de pessoas que estão tentando superar a perda, Lou acaba dando boas risadas e de início não se sente preparada para contar sobre o seu passado junto de Will, e o tanto que luto e se esforçou para que ele não desistisse da vida. E no final da sessão ela se encontra com Sam Fielding, o paramédico que a socorreu durante o acidente e de principio ele mostra estar interessado em Lou.

Tendo de lidar com a terapia em grupo, algumas dificuldades de morar sozinha após o acidente, além de tentar encontrar algo para fazer com sua vida, Lousia é surpreendida por uma bastante inesperada de uma jovem de 16 anos chamada Lily, e que alega ser filha de Will Traynor, mas que nunca teve a oportunidade de conhecer seu pai. A semelhança entre os dois é bastante aparente e depois de conversar com a mãe da garota fica claro que é verdade: Will tinha uma filha que as pessoas, nem mesmo ele, sabia da existência. Sendo assim, Lou assume a responsabilidade de tomar conta de Lily e ajudar a jovem a entrar em contato com Steve e Camilla Traynor, os pais de Will.
"Falhei com você Will. Falhei com você de todas as maneiras possíveis."
O livro "Como Eu Era Antes de Você" arrancou lágrimas de várias pessoas com a história de amor da Lou e Will, e a sequência do livro acabou complementando tudo, fechando o ciclo da história. Gostei de ver o que aconteceu com a vida dos personagens do primeiro livro, a recuperação e a superação da Lou. Também gostei bastante dos novos personagens que apareceram na trama, enriqueceram tudo.

Posso não ter concordado com a atitude da Jojo Moyes em matar o Will no primeiro livro, mas nem todos os amores acabam com um "felizes para sempre" no final de tudo. Will e Lou tiveram uma épica história de amor, que emocionou aos bastante aos leitores. E, em "Depois de Você" ela deu um novo final e bonito para as personagens. Foi um belo modo de encerrar essa história, eu no lugar dela não teria feito diferente. Trata-se de uma história emocionante de amor e superação, capaz de fazer os leitores chorar um pouco.  


Imagem do Pinterest
Desligue o celular, deixe de lado as redes sociais por um tempinho, pare com os joguinhos. Fique offline, apenas viva a vida e aproveite um pouco sem precisar registrar por meios de fotos e o check-in do facebook. Capture as imagens por meio dos olhos e deixe guardado isso em suas memórias. Aproveite a experiência e os seus momentos, ria e se divirta junto dos seus amigos e familiares. Apenas viva!

Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está presente em todas as relações pessoais, basta sair que não vai demorar para encontrar um grupo de amigos que ao invés de estarem interagindo entre si ficam se comunicando por meio dos celulares. A tecnologia serve para aproximar as pessoas, mas ao mesmo tempo, também as afasta. Qual é a graça de sair para um encontro onde as pessoas só sabem ficar no celular? Qual é a graça de conversar com uma pessoa que não presta atenção no que você diz e fica só no celular? Qual é a graça de conversar durante horas pelo facebook ou WhatsApp, mas não conseguir conversar pessoalmente com essa pessoa? 

As pessoas precisam sair um pouco do celular e viver um pouco da vida real, deixar de lado essa vida virtual.

Outro mal que existe nas relações atuais são os famosos joguinhos: enrolar pra responder alguém, ignorar uma pessoa... Esse tipo de coisa não aproxima ninguém, apenas acaba fazendo com que se afaste. É um saco conversar com alguém que demorar pra responder, apenas pra fazer uma espécie de charme, não tenho paciência para esse tipo de coisa.

As pessoas precisam aprender a demonstrar mais o que sentem. Não ignore alguém que você goste ou é especial em sua vida. Não tenha medo de demonstrar o que você sente, se for preciso corre atrás da pessoa, manda textão falando o que você sente, abra seu coração, num papo reto, cara a cara. Mostre que se importa, ou se você pensar nela não tenha medo de dizer. Apenas demonstre.


Imagem do We Heart It
Existem várias coisas que me acalmam e uma delas é a música. Escutar um pouco de música é essencial para o meu dia, é isso que me faz ficar de bom humor e um dia sem música não está completo. Sendo assim, resolvi fazer um novo post com as músicas que eu estou escutando nesse momento com uma maior frequência. Espero que vocês gostem de algumas das indicações que eu vou dar!

1) STITCHES - SHAWN MENDES
 2) CAKE BY THE OCEAN - DNCE
3) BANG - TIAGO IORC
4) HAIR - LITTLE MIX FEAT. SEAN PAUL
5) KILL EM WITH KINDNESS - SELENA GOMEZ
6) MONOMANIA - CLARICE FALCÃO
7) YOU DON'T OWN ME - GRACE FT. G-EAZY
8) AMEI TE VER - TIAGO IORC
9) ELA SÓ QUER PAZ - PROJOTA


Título: A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: 7 Letras
Número de páginas: 64
Classificação: 3/5

E aqui estou eu resenhando mais um livro do Gregrorio Duviviver, o último pelo menos até ele lançar um novo (espero que isso não demore tanto). E de todos os livros dele esse foi o primeiro que eu li, então peço desculpas pela resenha que demorou bastante para sair.
"Gregorio Duvivier, mais conhecido pelo seu trabalho como ator, estréia agora como poeta. Seu talento para o humor, já posto à prova nos palcos e na tela, se imprime também nas páginas de A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. No livro, esse humor apresenta uma riqueza de nuances, indo do lúdico ao cáustico. Em outros momentos o autor nos brinda com um "delicado toque lírico", como define Paulo Henriques Britto. Ainda há espaço para brincadeiras com a poesia visual, como nos poemas "a régua e esquadro". O ecletismo característico da nova geração de poetas brasileiros está presente em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. A multiplicidade de referências e os jogos com a linguagem e a forma são traços marcantes dos poemas de Gregorio."
Quando conheci o trabalho do Gregorio como escritor, logo tive interesse para adquirir os dois livros dele que até então tinham sido publicados, sendo assim foi uma grande luta para conseguir achar "A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora", mas no final todo esforço da procura valeu a pena quando consegui ter o livro em mãos. E essa foi a minha primeira experiência de ler os poemas dele, algo que me tirou completamente da minha zona de conforto, pois nunca fui muito fã de poemas e estava acostumada com suas crônicas.

E assim como em seus outros trabalhos é possível perceber que em seus poemas há a famosa brincadeira com palavras que ele realiza fazendo os trocadilhos, os temas simples que ele disseca formando algo muito belo e incrível. Dálmata, cigarro, parede e janelas, elephant gun... O Gregorio faz piadas e brinca com as palavras, como a Manuela que não passa de uma gripe que entope os poros, como a Clarice que clareia o mundo, como a Ana esperada sem qualquer esperança, ou como a Catharina que colore o mundo.

E toda essa temática das coisas simples da vida que o Gregrorio explora estão divididas em seis partes:
1) EPIFANIAS PARA COLAR NA GELADEIRA
2) PSICOTRÓPICOS
3) POEMAS PARA O MEIO DO LIVRO
4) QUATRO POEMAS A RÉGUA E ESQUADRO
5) SONETOS ÚTEIS PARA O DIA A DIA
6) ROTEIRO PARA UM LONGA-METRAGEM DE 4 CENAS
"DOCES CONSTELAÇÕES
a boca treme sob o céu
de píncaros e pícaros e
palavras ditas e reditas até
perderem a sombra de sentido
até que só fique o branco
do céu a encharcar
nossos pés"
Como de costume recomendo esse livro para as pessoas que gostam de poesia, pois o trabalho que o Duvivier desenvolve nesse livro é muito bom, assim em como suas outras obras. E também recomendo esse livro para as pessoas que não tem o costume de ler poesias, pois acredito na ideia de que, às vezes, é bom sair de sua área de conforto experimentando coisas novas, e sem dúvida é uma experiência bastante agradável ler os textos do Gregrorio, sendo eles poemas, crônicas ou esquetes.

Se você já leu o livro ou tem vontade de ler ele não deixe de comentar aqui no blog a sua opinião!


"Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água."
O filme se passa no México, e mostra a história de Nancy (Blake Lively), uma jovem estudante de medicina que largou tudo para sair viajando ao redor do mundo, como forma de conseguir lidar com a morte de sua mãe — que lutou bravamente contra um câncer. E o destino da vez é uma praia paradisíaca e isolada que fica no México, um lugar que sua mãe tinha visitado quando era mais jovem, além de ser o local onde descobriu que estava grávida de Nancy. Dessa forma, a praia possuiu um significado especial para Nancy, é como se fosse a praia dela e de sua falecida mãe.
"Oi, irmãzinha. Só queria avisar que eu já cheguei aqui. A mamãe tinha razão. Demorei um século pra achar, mas é perfeita."
Chegando ao local fica claro que se trata de uma praia pouco conhecida, visto que além de Nancy há apenas outros dois jovens surfistas. E a beleza da praia é de tirar o fôlego, é como se fosse um pedaço do paraíso na Terra, um local tão belo que Nancy nem é capaz de imaginar que existem muitos perigos por ali.
Ela e os dois jovens passam a tarde inteira surfando e acabam se dando bem durante todo tempo que permanecem juntos por ali. E quando chega ao entardecer os dois rapazes resolvem ir embora, enquanto Nancy resolve ficar surfando mais um pouco para poder pegar a sua última onda. Contudo, ao tomar essa decisão ela acaba se distanciando ainda mais da costa, indo para o fundo, um local onde um tubarão estava se alimentando.

Foi nesse momento em que as coisas se tornaram perigosa.

Ao tentar sair do mar Nancy acaba sendo atacada por um tubarão que estava por perto, ela acaba machucando sua perna e sua única opção para tentar sobreviver é se abrigar em cima de uma pedra.
É nesse momento do filme em que o thriller começa. O espectador fica aflito acompanhando o destino incerto da personagem, sendo capaz de até mesmo sofrer junto dela que acaba sofrendo muito ao longo da história. Nessa parte vale ressaltar a atuação de Blake Lively, que acabou dando conta do recado. Sou fã da atriz desde a época de "Gossip Girl", e sinto que em "Águas Rasas" sua atuação está melhor do que nunca, ela conseguiu transmitir emoção, seu cansaço, dor e desespero para os espectadores. Blake Lively acabou emocionando muitas pessoas com sua ótima atuação!

Outro fator que eu gostei do filme foram as cenas de surfe que ficaram bem bacanas, além da fotografia vibrante que combinou bastante com a paisagem paradisíaca. Estava simplesmente lindo e foi capaz de tirar o fôlego em algumas cenas.  

"Águas Rasas" é um bom filme, contém bastante agonia e suspense, além de ter uma rápida duração. Para quem gosta de filmes de suspense/terror esse pode ser uma ótima opção, ainda mais que não dá muito medo se comparado com outros filmes de terror.

Ficha Técnica:

  • Título: Águas Rasas.
  • Gênero: Suspense, Terror. 
  • Direção: Jaume Collet-Serra.
  • Duração: 1h27min.
  • Elenco: Blake Lively, Sedona Leggem, Óscar Jaenada, Brett Cullen. 

Curiosidades:

  • O processo de desenvolvimento do tubarão, grande vilão do filme foi demorado e teve a ajuda do departamento de arte do longa. Segundo o diretor, ele é uma fêmea, já que elas são maiores e mais ameaçadoras.
  • No filme, a ilha onde a personagem vai passar suas férias é no México. Na versão dublada do México, porém, decidiu-se trocar a localização, alterando para o Brasil - e os nativos falam português brasileiro.
  • As filmagens foram dividas entre locações na Austrália e uma gigante piscina construída em estúdio.
  • O roteiro do filme foi eleito, em 2014, um dos melhores do ano que, ainda assim, não haviam sido produzidos.


Me arrisco dizendo que "Esquadrão Suicida" era um dos filmes mais esperados de 2016, posso até apostar que muita gente já viu o filme e comenta sobre ele, mas mesmo assim ainda me sinto na obrigação de escrever esse post sobre o que eu achei dele, é o meu espirito de blogueira: não posso ler ou ver algo e ficar sem escrever nada depois.

"Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das "convocadas" por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina."
A história do filme se passa após a vinda do Superman para a Terra, e é nesse contexto em que acaba surgindo Amanda Waller (Viola Davis), uma oficial da Agência Central de Inteligência que está disposta a convencer o governo americano de que eles precisam de sua própria equipe de metahumanos. O que acontecerá com os Estados Unidos, com o mundo se o "próximo" Superman não for tão bom como o outro? Pensando nisso, Amanda propõe ao presidente a escalação de um time composto pelos maiores criminosos do país.

E quais criminosos compõe esse time? Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach). O objetivo principal da criação desse grupo é fazer com que eles cumpram algumas tarefas para o governo e assim eles terão o direito de reduzir o tempo de sua pena, inicialmente essa ideia não foi muito bem aceita, afinal de contas o quão catastrófico poderia ser tentar reunir os maiores criminosos do país em um time?
"Num mundo cheio de monstros, esta é a única forma de protegermos o nosso país."
Contudo, após o súbito ataque de Magia (Cara Delevigne), eles se tornam a única opção para combater uma entidade que pretende cobrir o mundo com a treva, e que consegue transformar os seres humanos em solados monstruosos.
Acho que a maioria das pessoas se decepcionou com o filme, o trailer mostrava imagens de um filme completamente incrível, criou grandes expectativas e no final não atingiu todas. Não que "Esquadrão Suicida" seja um filme ruim, é um filme legal para assistir, apenas não foi tão bom como muitos estavam esperando. O trailer foi totalmente diferente do filme que foi entregue às salas de cinema.

Outro fator que decepcionou bastante foi o Coringa (Jared Leto), boa parte da divulgação do filme foi baseada nesse personagem, muitas pessoas estavam comentando o processo que Jared fez para interpretar o personagem, vivendo suas bizarrices dentro e fora do set de filmagens, e como isso desagradou a alguns de seus colegas de elenco ("Eu fiz um monte de coisas para criar uma dinâmica, um elemento de surpresa, de espontaneidade e realmente quebrar quaisquer tipos de paredes que pudessem existir. O Coringa é alguém que realmente não respeita coisas como espaço pessoal ou limites" disse Jared durante uma entrevista. Ele enviou para para Margot Robbie uma bela carta de amor e uma caixa preta com um rato vivo dentro). Se o personagem Coringa apareceu por 15 minutos no filme isso já foi muita coisa, muitas cenas foram cortadas. Sei que "Esquadrão Suicida" não era o filme do Coringa, mas muitas pessoas esperavam ver mais desse grandioso vilão, fica até mesmo difícil de comparar as interpretações entre Heath Ledger e Jared Leto.

Mas o filme não foi apenas decepção, também teve seus acertos. Como de costume Viola Davis acabou brilhando em seu papel, ela é uma grande atriz e uma grande mulher. Margot Robbie também se saiu muito bem no seu papel da Arlequina, que foi a personagem divertida que conseguiu garantir algumas cenas de humor através de suas piadinhas e com o seu modo um pouco irritante de ser.

Aproveitando que estou falando da personagem da Arlequina, gostaria de deixar claro o fato de que o relacionamento dela com o Coringa se trata de um relacionamento abusivo. Não é bonitinho e muito menos uma história épica de amor, é uma relação abusiva e, de bonito e legal não tem nada. Vamos parar de romantizar uma relação onde rola muita  agressão física e verbal.
"Coringa: Você morreria por mim?
Arlequina: Sim.
Coringa: Não, isso é fácil demais... Você viveria para mim?"
Outro acerto que fizeram foi com a trilha sonora do filme, que está simplesmente divina! "Bohemian Rhapsody" do Queen, "Sympathy for Devil" do The Rolling Stones, "You Don't Own Me" da Grace... São tantas músicas boas, uma mistura de algumas mais antigas com outras mais atuais, que até fica difícil de falar qual é a melhor, mas de um modo geral todas elas funcionaram muito bem com o filme.

Ficha Técnica:

  • Título: Esquadrão Suicida.
  • Gênero: Ação, Fantasia.
  • Direção: David Ayer.
  • Duração: 2h03min.
  • Elenco: Margot Robbie, Will Smith, Cara Delevingne, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Viola Davis, Karen Fukuhara, Jay Hernandez, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Adam Beach.