Título: Caviar É Uma Ova
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 182
Classificação: 5/5

Sou uma grande fã do Gregorio Duvivier (os leitores mais antigos do blog já estão carecas de saber), e quando descobri que ele iria lançar o seu mais novo livro "Caviar É Uma Ova", mal pude acreditar que era verdade. E para aumentar toda essa minha animação descobri que junto do lançamento do livro também teria um bate papo com o Gregorio, além de rolar uma sessão de foto e autógrafos. Fui uma das primeiras cinco pessoas que chegaram, e estava acompanhada dos meus dois amigos: Gabriel Herrera e Pedro Coelho. Acabou sendo um dia completamente incrível, poder conversar com um dos meus ídolos, a pessoa que me influenciou a fazer jornalismo justo no dia em que descobri que tinha passado no estágio que tanto queria. Isso só pode ter sido obra do destino.
"'Caviar é uma ova' reúne as melhores e mais interessantes crônicas publicadas por Gregorio Duvivier, um dos autores mais inventivos do Brasil na atualidade. Gregorio é ao mesmo tempo ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, e este livro é uma versão impressa da multiplicidade única do autor. Transitando entre ficções, memórias de infância, artigos de opinião, militância política e exercícios de estilo, o conjunto final acaba marcado pela agudeza crítica. Em pouco tempo, Gregorio se transformou numa das vozes mais ativas da esquerda brasileira, tornando-se referência por conta de sua combatividade generosa, em que a inteligência é a principal arma." 
O livro é uma coletânea de algumas de suas crônicas que abordam diferentes assuntos, que vão desde a política — dessa vez o teor político está mais presente e marcante do que em "Put Some Farofa" — até os estágios que você passa quando é assaltado. Nos textos Gregorio conta sobre sua família, a sua infância, sobre como é esquecido — faz questão de realçar que a culpa não é da maconha, ela apenas não ajuda — e sobre antigas paixões.

Até mesmo a polêmica crônica sobre a Clarice está presente no livro. Esse foi um texto que dividiu os leitores, alguns acharam que ele foi perseguidor e abusivo, outros avaliaram como um lindo texto de amor e para outros foi apenas uma questão de marketing para o seu novo filme que estava estreando. Sinceramente, não fico pensando qual foi o intuito dele ao escrever, pois em uma sociedade intolerante em que vivemos é bom ver alguém recordando de um grande amor que teve. O mundo precisa de mais amor, por favor. Sem contar que ele escreve super bem, isso não tem como negar.
"Qual é o papel do opressor na luta do oprimido? Não faço a menor ideia — mas a discussão me fascina. Suspeito que a palavra chave seja empatia. Sentir dor pela dor do outro é o que nos faz humanos — também é o que nos faz ser chamados de hipócritas, demagogos, esquerda-caviar. Humanidade é um crime imperdoável."
Gregorio é um cara que consegue pegar qualquer tema, por mais simples que seja, e consegue transformar em um ótimo texto, as suas palavras conseguem emocionar ao leitor (admito que sinto um pouco de inveja dele, gostaria de ter todo esse talento e criatividade). Até mesmo para abordar um assunto tão delicado como política — não são todas as pessoas que se interessam —, ele consegue fazer um bom trabalho e com uma grande dose de humor.
"Pense no lado bom: talvez o Brasil não seja um país intrinsecamente corrupto ou reacionário. Ou talvez seja. Isso a gente ainda não sabe. Pra isso seria preciso uma coisa inédita: democracia. Por enquanto, pra participar da festa, só com pulseirinha VIP de seis milhões de reais (mas relaxa que tem consumação)." 
Posso ser considerada um pouco suspeita para falar das obras do Gregorio, mas acredito que seus textos têm uma grande qualidade e uma das coisas que eu mais amo é o fato dele brincar com as palavras, isso é mais recorrente nos seus livros de poemas, mas até mesmo em algumas crônicas é possível perceber esse jogo que ele faz. Acho que o único ponto negativo do livro é ele ser tão pequeno, acabei lendo muito rápido e já estou com aquele gostinho de "quero mais". Gregorio, é bom você não demorar para lançar outro livro para que eu possa ler e resenhar. #GregorioReparaEmMimJáResenheiTodosOsSeusLivros

E aqui estão as minhas crônicas favoritas:
1) Desculpa, São Paulo
2) O que aprendi com quem
3) Serhumanidade
4) Estágios do assalto
5) Empatia é quase amor
6) Minha avó Ivna
7) Lembrar de esquecer
8) Haters gonna hate
9) Calvofobia
10) Querido pastor
11) Aforismos para sabedoria de vida
12) O sequestro das palavras
13) Não se mate ainda, não
14) O que é que ele tem
15) Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice


Sou uma grande fã da saga de Harry Potter, e quando eu fiquei sabendo que iriam lançar um novo filme — inspirado no livro "Animais Fantásticos e Onde Habitam", escrito por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Newt Scamander — mal consegui acreditar que era verdade. Depois de 5 anos desde que "Harry Potter e as Reliquias da Morte: Parte 2" foi lançado, gostei de saber que o mundo bruxo e a magia estaria de volta para as telas do cinema.

"O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que seus colegas ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo."
Newton "Newt" Scamander (Eddie Redmayne) é um famoso magizoologista britânico que chega à Nova York, Estados Unidos. Junto de si ele leva apenas sua maleta, que é maior por dentro do que por fora — graças ao feitiço capacious extremis —, que ele usa para guardar alguns de seus bichos e o seu material de pesquisa. A única coisa que ele não tinha como imaginar era que seus animais iriam causar uma grande confusão na cidade, chegando a quase expor o mundo bruxo.

Toda confusão começa quando Newt acidentalmente troca a soa maleta com a de Jacob Kowalski (Dan Fogler), um no-maj —um trouxa — que tem o sonho de um dia abrir uma padaria para vender os doces caseiros de sua família. Newt vai embora levando uma mala com os doces, já Jacob leva para sua casa uma maleta cheia de animais fantásticos que podem ser um pouco perigosos e é com esse incidente que alguns deles escapam.

Além do incidente com o trouxa, Scamander também se mete em confusão com Porpentina "Tina" Goldstein (Katherine Waterston), uma bruxa estadunidense que é funcionária do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (MACUSA). Ela vive em um pequeno apartamento junto de sua irmã Queenie Goldstein (Alison Sudol), e as duas cuidam uma da outra desde a morte prematura de seus pais por varíola de dragão.

E para conseguir resgatar todos os animais que escaparam, além de tentar resolver algumas mortes suspeitas que estavam acontecendo na cidade Newt, Tina, Jacob e Queenie se unem em uma equipe  nada convencional para conseguirem solucionar todos esses problemas e evitar que o mundo bruxo fosse exposto para os trouxas.
Uma coisa que se deve ter em mente sobre o filme: não se trata de uma continuação da saga de Harry Potter, na verdade, se passa 70 anos antes. Então não adianta fazer comparações, se tratam de duas coisas completamente diferentes. O único ponto em comum é a magia, e um pouco do sentimento de nostalgia ao ver algumas informações que já conhecemos como o fato de Hogwarts ser a melhor escola de magia e bruxaria — palavras do Newt —, o Dumbledore defendendo muito um aluno na esperança de que ele não fosse expulso, ou o cachecol amarelo e preto que remetem as cores da Hufflepuff.

Eddie Redmayne — Redmine. Redmeu. Mozão. Sou muito fã desse cara — conseguiu balancear a timidez, a ingenuidade e a grande fascinação. É possível perceber um brilho nos olhos do personagem ao falar de seus animais, isso deixa claro que ele é apaixonado pelo que faz e tenta transmitir isso para os outros, mostrando que não são criaturas tão perigosas como parecer ser e que, na verdade, precisam ser protegidas a qualquer custo.
Mas um dos maiores destaque do filme se deu por Dan Fogler. Sem um pingo de dúvidas Jacob se tornou um personagem muito amado e querido pelo público, pois além de ser um personagem muito carismático também foi responsável por toda a comédia e humor do filme. Sinceramente espero vê-lo nos próximos filmes.

Esse filme é mais adulto se comparado com os da saga de Harry Potter, e os problemas são maiores. Apesar de não se tratar de uma continuação, foi um bom filme e acho que todo potterhead deveria assistir. É uma obrigação! E acho que "Animais Fantásticos e Onde Habitam" vai ser ótimo para essa nova geração conhecer sobre o mundo bruxo e se encantar com ele.

Ficha Técnica

  • Título: Animais Fantásticos e Onde Habitam.
  • Direção: David Yates.
  • Duração: 2h13min.
  • Gênero: Fantasia, Aventura. 
  • Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin Farrell, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight. 

Curiosiades:

  • J.K. revelou em entrevista que o filme não é nem uma prequel, tampouco uma sequência dos filmes Harry Potter. Na verdade os filmes são uma expansão do universo mágico criado em sua obra anterior.
  • Em novembro de 2015 foi revelado que a comunidade mágica americana não utiliza a palavra "trouxas" e sim "não-maj", diminutivo de "não-mágicos", para se referirem aos não-bruxos.
  • Matt Smith e Nicholas Hoult foram considerados para o papel de Newt, antes de Eddie Redmayne ser finalmente escalado.
  • Grindewald é interpretado por Johnny Depp neste filme, mas antes havia aparecido em flashbacks, sendo vivido por Jamie Campbell Bower. Os dois estrelaram juntos Sweeney Todd.


Caro 2016,

Você já pode ir, já ficou tempo demais. Vai tirar umas férias, curtir uma praia e relaxar, porque ser você não está sendo nada fácil. Foi cada tiro, porrada e bomba que agora substituíram a expressão “cada dia é um 7x1” por “cada dia é um 2016”, e já te adianto que isso está longe de ser um elogio.

De forma sorrateiramente você levou o Alan Rickman, o David Bowie, o Domingos Montagner e até mesmo a democracia — primeiramente, Fora Temer. Não reconheço governo golpista. Foram tantas mortes que fica até difícil sair citando, mas uma coisa é certa, em cada um desses casos levou as pessoas a refletirem sobre a vida e sobre como ela é passageira, então fica a dica da gente passar a demonstrar mais para os amigos e conhecidos o que sentimos antes que seja muito tarde.

Acho que nem preciso entrar na questão dos relacionamentos, né? Você tá pior que amiga fura olho, cada dia tá sendo uma nova separação. As que mais chocaram as pessoas foram a separação do William Bonner e Fátima Bernades e Angelina Jolie e Brad Pitt, tudo bem que nunca vai chegar aos pés do término entre Chimbinha e Joelma, mas ainda sim tudo é muito sofrido. Se o meu namoro conseguir sobreviver até 2017 vou me considerar uma vencedora.

Na questão da política você também me decepcionou bastante. Para começar vamos falar do impeachment da Dilma Rousseff, tudo bem que ela não era perfeita, a grande questão é que foi um golpe. Vamos ter uma aulinha sobre política aqui: Dilma foi acusada de cometer pedaladas fiscais, que são atrasos no repasse do Tesouro a bancos públicos encarregados da operação financeira de alguns programas sociais, não é um crime de responsabilidade fiscal, tanto é que ela vai poder se reeleger nas próximas eleições — diferente do nosso queridíssimo presidente Fora Michel Temer, que é inelegível. Até o FHC cometeu pedaladas e nem por isso sofreu impeachment, como é que vocês me explicam isso? Também teve Crivella eleito como prefeito no Rio de Janeiro, e junto dele morreu a doce ilusão que eu tinha de que o Estado é laico. E o Trump venceu as eleições dos Estados Unidos.

Desse jeito fica até difícil de te defender 2016, é cada vacilo que você comete um atrás do outro. Vai se benzer, toma um banho com sal grosso, pois desse jeito não dá pra ficar não e o ruim é que sempre tem como piorar, pelo menos é isso que você vem me mostrando até agora — falta menos de um mês pro ano acabar e eu nem quero imaginar o que ainda pode acontecer.

Sinceramente espero que 2017 seja melhor e mais tranquilo, afinal de contas a população precisa de um tempo pra se recuperar de tudo o que você causou. Até parece que você foi escrito e produzido pela Shonda Rhimes, Quentin Tarantino e George R. R. Martin, que sentem algum tipo de prazer em matar os personagens preferidos das pessoas apenas para verem elas sofrendo. Sério 2016, não tá sendo nada fácil.


Título: O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares
Autor(a): Ransom Riggs
Editora: LeYa
Número de páginas: 336
Classificação: 4/5

O meu contato com esse livro veio antes do lançamento do filme aos cinemas, quando me deparei com "O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares" nas livrarias o que me chamou atenção foram as imagens que ilustravam o livro. Achei algumas um pouco estranhas, outras meio chocantes, mas um fato era certo: elas aguçaram a minha curiosidade, não conseguia parar de pensar qual era a ligação entre essas figuras e a história contada do livro. Mas somente após ver ao filme que eu decidi ler o livro, me arrependo um pouco por ter demorado tanto já que foi uma leitura bem gostosa.
"Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em "O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” JOHN GREEN, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” TIM BURTON"
Jacob (Jake) Portman pode ser considerado como um adolescente normal que leva uma vida bastante comum junto de seus pais no interior da Flórida. Ele não tem muitos amigos na sua escola, e trabalha na rede de farmácia  de sua família apesar de todos seus esforços para ser demitido uma vez que detesta o seu serviço. E seu pai é um estudioso amador de aves que tenta publicar um livro sobre esse assunto, mas vive fracassando com essa tarefa.

Um dia durante o seu trabalho ele é surpreendido por uma ligação inesperada de seu avô paterno: Abraham "Abe" Portman. Devido à velhice ele vem sofrendo de demência, alucinações e acredita ser capaz de ver monstros. Preocupado, Jake revolve ir ver como ele está, garantir que tudo estava bem e que nada passava de uma alucinação. Contudo, ao chegar lá ele se depara com uma situação bastante preocupante. A casa de seu avô parece ter sido invadida e Jake o encontra no bosque à beira da morte. 

O falecimento de seu avô foi um grande choque para Jacob. Primeiro, foram circunstâncias bastante suspeitas e mesmo com a polícia alegando que foram cachorros de rua que o atacaram essa explicação não o convence. Segundo, ele tinha uma forte ligação com seu avô. Ele cresceu escutando as histórias de Abe sobre a época em que ele passou em uma ilha no país de Gales — Cairnholm — durante a Segunda Guerra Mundial. Eram histórias sobre crianças peculiares que viviam em um orfanato junto dele e de monstros que as caçavam, era um lugar encantado.
"Quando eu era pequeno, as histórias fantásticas do vovô Portman significavam que era possível viver uma vida mágica. E, mesmo depois que parei de acreditar nele, ainda havia algo mágico sobre meu avô: ter superado todos os horrores que ele superou, ter visto o pior da humanidade e ter a vida desfigurada por causa disso, e sair de toda essa situação como a pessoa honrada e boa e corajosa que eu sabia que ele tinha sido — isso era mágico."
Como forma de tentar superar isso, Jake viaja junto de seu pai para Cairnholm, imaginando que se conhecer o local onde seu avô viveu iria conseguir se ajudar. Mas, ao chegar à ilha ele se depara com destroços do orfanato — ele fora atingindo por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial — e fica claro que aquela viagem fora um grande erro, afinal de contas fazia muitos anos e era improvável que as crianças que tinham convivido com Abe ainda estivessem vivas.

Fica claro que toda a viagem foi um grande erro. O orfanato já não existe mais e as pessoas de lá morreram, é como se todo o sentido daquilo tivesse acabado, ele não tinha mais nada para fazer na ilha. Contudo, o que Jacob não imaginava era que tanto o orfanato quanto as crianças ainda existiam através de uma fenda no tempo, onde todos os dias são iguais aos outros. Inicialmente ele tem um grande choque e demora para processar e acreditar  em todas as informações que são lhe contadas, e é assim que a aventura de sua vida começa.
“Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente não conseguira notar como ela era extraordinária.”
A escrita de Ransom Riggs é de fácil interpretação o que facilita a leitura, mas durante os primeiros capítulos do livro senti falta de um pouco de ação, achei que em algumas partes a leitura foi um pouco arrastada. A leitura se tornou mais dinâmica no momento em que Jacob chega à ilha, ele começa a desvendar os segredos do orfanato e dos peculiares, e com isso muitas aventuras vão acontecendo.

Um recurso que eu gostei no livro foram as fotografias, acho que isso ajudou muito na hora de imaginar como eram os peculiares. Trouxe um ar de veracidade a história. Foi algo bem enriquecedor, além de ser um fator que desperta muita atenção e curiosidade.


 Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Autor(a): J.K. Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 352
Classificação: 3/5

Quando era criança, um dos livros que me influenciou a ter o gosto pela leitura foi a saga de Harry Potter, de forma que tenho um grande amor por essa história e sou uma potterhead (esse termo é usado pelos fãs de Harry Potter). Ao descobrir que a J.K. Rowling estava produzindo uma peça de teatro mostrando a nova geração fiquei bastante animada, escutei algumas críticas negativas a respeito da peça e mesmo assim resolvi comprar o livo. Foi algo diferente de tudo o que eu já tinha lido, mas ao contrário de algumas pessoas eu acabei gostando. Foi um diferente bom.
"Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral."
A história do livro começa 19 anos depois da grande Batalha de Hogwarts, desde esse tempo a cicatriz do Harry Potter nunca mais doeu. Em tese tudo estava bem, ele não precisou enfrentar outra ameaça perigosa como a de Voldemort, mas o seu trabalho no Ministério da Magia é bastante complicado, e como se isso não fosse o bastante ele ainda tem de lidar com a dificuldade de tentar ser um bom pai para os seus filhos: James Sirius, Albus Severus e Lily Luna.

Por ser o filho do meio Albus é o que se sente menos parecido com seus pais, ainda mais após ser selecionado para entrar na Slytherin durante a seleção das casas. Como se não bastasse as piadinhas que aguentava de seu irmão em casa também teve de lidar com o comentário de outros alunos em Hogwarts, sem contar no afastamento de sua prima Rose Weasley. Diferentemente de seu pai ele não tem muitos amigos na escola de magia e bruxaria e muito menos se destaca em algumas matérias, o seu único e melhor amigo é Scorpius Malfoy,  e juntos eles se ajudam em várias questões da vida.
"Scorpius: Achou realmente que ela viria para nós? Os Potters não pertencem à Sonserina.
Albus: Este aqui sim.
Eu não escolhi, entenderam? Não escolhi ser filho dele."
As coisas não andam sendo nada fáceis para Albus na escola e em sua casa, o que gera atritos na relação com o seu pai. Harry não sabe como agir para poder ajudá-lo. A relação entre pai e filho vai se desgastando. E a cicatriz voltou a doer, de modo que Harry se torna super protetor com o seu filho temendo pelo bem dele, o que acaba gerando algumas discussões e desentendimentos.

E a situação apenas piora quando Albus junto de Scorpius roubam um vira-tempo para voltarem ao passado e impedirem Cedrico Diggory de ser morto, e no fundo é uma tentativa de Albus agir de modo corajoso como o seu pai que precisou enfrentar.
"Albus: Você teve medo por mim?
Harry: Sim.
Albus: Pensei que Harry Potter não tivesse medo de nada.
Harry: É assim que eu o faço sentir?
Albus: Acho que Scorpius não contou, mas, quando voltamos, depois de não conseguir completar a primeira tarefa, de repente eu era da Grifinória, e nada era melhor entre nós por causa disso... então o fato de que sou da Sonserina... não é esse o motivo para nossos problemas. Não é só isso."
Por se tratar de uma peça de teatro a leitura é bastante rápida, em uma questão de duas horas já havia acabado o livro. Porém, admito sentir um pouco dos detalhes e das ações que tinham nos livros anteriores. Seria legar ver a descrição de alguns personagens ou dos ambientes, mas isso não é um erro do livro, são assim que funcionam os roteiros.
Elenco da peça Harry Potter and the Cursed Child.
De certo modo esse livro carrega em si um pouco de nostalgia mostrando personagens que os leitores tanto amam, como o Harry, Gina, Hermione, Rony, Draco, Minerva McGonagall e até mesmo o Snape... eles mudaram em comparação do que conhecíamos deles, agora estão mais maduros. Não considero esse livro como uma continuação dos anteriores, pois em parte a história me lembrou muito a uma fanfic com todo esse lance de voltar no tempo e do plot twist surpreendente, mas isso não significa que seja ruim.

Um dos maiores acertos desse filme foi o Scorpius Malfoy. O personagem é tão apaixonante que dá vontade de abraçar e não largar mais. Ele faz comentários engraçados, é uma pessoa simpática e eu me diverti muito com ele correndo atrás da Rose Weasley. Também gostei da relação entre ele e o Draco, que parece estar preocupado com o bem-estar de seu filho e apenas quer o ver feliz, mesmo que isso implique em ser amigo de um Potter.

Esse livro não pode ser comparado com os anteriores da saga de Harry Potter. Esse livro foi algo diferente, inovador e bom. Parece ser uma fanfic? Sim, mas isso não significa que seja de todo ruim como algumas pessoas apontaram. O livro tem lá os seus pontos positivos, e no fim acaba sendo uma leitura bastante agradável.


Me tornei fã dos filmes da Marvel há alguns anos atrás, de modo que "Doutor Estranho" era um filme que estava esperando ansiosamente, que estava na lista dos filmes que queria ver em 2016. E mesmo tendo estreado a pouco tempo vem recebendo boas críticas, o que aumentou a minha animação para o assistir. Sem contar que um dos meus atores favoritos (meu mozão Benedict Cumberbatch) estava no elenco do filme.

"Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo."
O filme começa mostrando a vida de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um renomado neurocirurgião que aparenta ter um futuro bastante promissor, mas toda sua vida muda radicalmente em um piscar de olhos graças a um terrível acidente de carro que Stephen acaba sofrendo. Ele passa muito tempo no hospital se recuperando e buscando uma cura para a tremedeira em sua mão, o que o impede de voltar a trabalhar.

Desesperado para encontrar uma solução para seu problema ele se submete a diversas cirurgias e gasta boa parte do seu dinheiro, mas nada tem o resultado esperado ou os médicos preferem não se arriscar uma vez que seu caso é considerado como perdido. Isso o deixa angustiado, afinal de contas o seu trabalho é a sua vida.
E em busca de uma cura, Stephen viaja para um lugar onde podem resolver a tremedeira de sua mão. Ele é apresentado para a Anciã (Tilda Swinton), que o explica sobre e energia que flui, e sobre poderes místicos. Inicialmente ele reage com arrogância, acredita que tudo não passa de um papo furado, de falsas promessas, já que acredita que na ciência é onde se encontram as respostas para todas as coisas e que tudo é explicada por ela.
"Stephen Strange... Quer um concelho? Esqueça tudo o que você acha que sabe."
No início a arrogância e o grande ego de Strange o atrapalham, mas depois que vai deixando essas duas de lado e expandindo sua mente, acreditando em coisas que antes não seria capaz de imaginar que existiam. Seus poderes vão se tornando mais fortes, ele se mostra bastante habilidoso na magia mística, e a sua sede pelo conhecimento não para de crescer. O que ele conhece não é o bastante, ele quer aprender mais como as coisas funcionam.
Inicialmente, o seu objetivo era encontrar uma cura para sua mão, mas graças ao seu grande poder e habilidade ele se vê em meio de um conflito que está colocando em risco a vida na Terra. Dessa forma, Stephen Strange acaba indo à luta, mesmo que originalmente aquele não fosse o seu plano.

Tinha colocado muitas expectativas no filme do "Doutor Estranho", e devo dizer que o filme as superou! Como sempre a atuação do Benedict Cumberbatch estava impecável, foi possível ver o modo arrogante que o personagem tinha no início do filme, e foi tocante o momento em que ele se mostrou debilitado tentando concertar suas mãos e o modo que acabou largando tudo para conseguir isso. Houve uma transformação do personagem em todo esse processo.

A química entre Christine Palmer (Rachel McAdams) e Stephen Strange estava boa, gostei da interação entre os dois personagens. E como o diretor, Scott Derrickson, falou sobre a personagem: “Ela salva duas vidas, contrasta moralmente o protagonista e experimenta a magia em primeira mão. Ah, e ela não é namorada de ninguém”, ela é uma mulher grandiosa, muito mais do que uma "namorada inútil" de um super-herói.

Outra coisa que eu adorei no filme foram os efeitos especiais que foram incríveis! Tem cenas que a realidade aparece como se estivesse dentro de um caleidoscópio, cheio de cores e movimentos. São cenas bem psicodélicas, e isso enriquece bastante ao filme.
  Ficha Técnica

  • Título: Doutor Estranho.
  • Gênero: Ação, Fantasia.
  • Direção: Scott Derrickson.
  • Duração: 1h55min.
  • Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Amy Landecker, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt e Chris Hemsworth.

Curiosidades:

  • Benedict Cumberbatch fez um programa de voluntariado em um Centro Budista na Índia, onde lecionou inglês. Ele credita a esse trabalho boa parte de sua preparação para o papel.
  • Embora este seja o primeiro filme-solo do personagem, ele já havia sido citado em outras oportunidades no universo cinematográfico da Marvel, nos filmes: Thor (2011); Thor: O Mundo Sombrio; Capitão América 2: O Soldado Invernal.
  • Benedict Cumberbatch teve de largar o papel devido à conflito de agendas. Ele foi reincorporado ao elenco quando o longa foi adiado de julho/2016 para novembro do mesmo ano.
  • O diretor de fotografia Ben Davis revelou que a animação Fantasia (1940), da Disney, foi uma fonte de inspiração para o visual do longa.
  • O ator Benedict Cumberbatch revelou que o que mais o atraiu no personagem e no roteiro do longa foi o caráter espiritual da história.


Acredito que existem pessoas e até mesmo animais que foram enviados para mudar nossas vidas, influenciar em algo. Pode parecer bobagem para algumas pessoas, mas cada um com suas crenças e loucuras. Quando olho para trás, que vejo o tanto que eu mudei, que a minha vida mudou percebo que algumas pessoas desempenharam um papel importante. Foram pessoas que me influenciaram e que fizeram com que eu me tornasse mais confiante, acreditando mais em mim mesma. E, sinceramente, não sei onde estaria agora se não fosse por elas.

Venho nesse texto para falar de algo muito importante na minha vida e de quem nunca vou me esquecer. Foi com ela que eu aprendi o que era o amor incondicional. Foi com ela que eu experimentei pela primeira vez a dor da perda e como terrível que é, pois nada que você faz é capaz de trazê-la novamente. Foi com ela que eu aprendi o que era o companheirismo. Foi com ela que eu aprendi o verdadeiro significado da palavra e do sentimento saudade.

É Jude, faz exatamente um ano que você partiu. Não foi fácil na época, e nem agora continua sendo fácil de lidar. Você partiu muito cedo, ainda tinha tanto para viver. Acho que esse é um fato que nunca vou conseguir aceitar, não importa o tempo que passe. Para mim, você foi embora cedo demais.

Às vezes ainda imagino que vou ver você correndo até nós lá na fazenda, me seguindo para todos os cantos e dos dias que você passava aqui no prédio, em Belo Horizonte. Você não imagina o quanto que eu queria que isso fosse verdade, poder te ver pelo menos durante uma última vez. Ainda choro com as lembranças que tenho de você ou quando vejo suas fotos.

Você é única e insubstituível, você será para sempre a minha Jude. E todos os dias agradeço por ter tido a chance de conviver com uma cachorrinha tão amável como você e que mudou minha vida em vários aspectos.