As palavras que consigo encontrar não são o suficiente para o que eu quero transmitir nesse texto, nem mesmo com anos conseguiria transmitir a mensagem que eu quero com as palavras exatas e não sei o tempo que ainda tenho pela frente, então achei algumas frases adequadas e que conseguem expressar muito bem o que eu quero dizer.
"Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas uma aventura seguinte!"  Albus Dumbledore, Harry Potter e a Pedra Filosofal
 "Essa ligação é... é o meu bilhete. É isso que as pessoas fazem, não é?"  Sherlock, The Reichenbach Fall 
Apesar do tom suicida que predomina no inicio do texto isso está longe de ser um bilhete, tenho somente 17 anos e espero viver muitos anos e não tenho nenhum motivo para tirar a minha própria vida. Mas de qualquer jeito hoje resolvi escrever um pouco sobre a morte, para ser mais precisa sobre o que eu faria no meu último dia de vida após ver vídeos e fotos de alguns atores e atrizes falando o que eles fariam se hoje fosse o seu último dia de vida/se o mundo acabasse amanhã.

  1. Reynaldo Gianecchini: Não sei o que faria. Acho que ia tentar ficar com as pessoas que eu amo.
  2. Crystal Reed: Minha última refeição seria um monte de glúten e carne, porque eu não como nenhum dos dois.
  3. Dylan O' Brien: Eu teria uma boa refeição, frango empanado. E eu iria em um jogo dos Mets e correria pelado pelo campo. 
  4. Douglas Booth: Eu ficaria com a minha família e amigos, claro (...) Eu iria para algum lugar bonito, andar de ski... faria varias atividades com alta adrenalina e torceria para morrer antes do fim do mundo.
  5. Emma Watson: Nossa, teria tantos lugares que nunca conheci e não teria mais a chance de conhecer. Acho que iria direto para o aeroporto! E... Eu iria para o Brasil! 
  6. Logan Lerman: Não sei, acho que quebraria algumas regras impostas pela sociedade. Acho que eu tiraria minha roupa e sairia correndo pelado por aí! 
Depois de ver esses depoimentos e outros eu passei algumas horas pensando sobre o que eu faria caso hoje fosse último dia de vida/se o mundo acabasse amanhã.

Eu: A primeira coisa em que eu pensei foi "Tentar colocar as minhas séries em dia", mas depois de alguns minutos eu percebi que isso iria durar mais tempo do que eu realmente teria e isso vale para os livros que eu tenho e ainda não li e alguns que quero reler. Provavelmente comeria algo que eu gosto como Kit Kat ou uma barra de Diamante Negro, ninguém sabe o que vem depois da morte e por isso acho que é bom estar preparada para tudo, inclusive com comida, a ideia de passar fome eternamente não é muito atraente. Apesar da opção "sair correndo pelado por aí" ter sido citada duas vezes - primeiro o Dylan e depois o Logan - é algo que eu não faria, apesar de ser considerada como louca por algumas pessoas isso ultrapassaria todos os níveis da minha loucura. Também adoro viajar, mas são tantos lugares que eu não conheço e que tenho vontade de conhecer que eu precisaria do Doctor junto da TARDIS.

Acho que em sua situação como essa alguns clichês são os melhores, iria gastar as minhas últimas horas de vida junto dos meus amigos e da minha família. Não me importo que essa decisão seja um clichê básico, é apenas uma questão de priorizar o que eu tenho de mais importante na vida. E se tenho apenas algumas horas de vida/o mundo está prestes a acabar eu não preciso fazer isso sozinha, a amizade envolve a união desde os momentos mais felizes até os mais trágicos e a família é um dos bens mais preciosos que alguma pessoa pode ter na vida, sempre vai ter alguém para te estender a mão e ficar do seu lado mesmo que o restante do mundo te odeie.
 E depois alguém se interessar e quiser ver o vídeo onde a Crystal e o Dylan falam isso aqui está o link.


Título: Quem é Você Alasca?
Autor(a): John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 229
Classificação: 5/5

Conheci o John Green com o livro A Culpa é das Estrelas, o livro mexeu comigo de uma maneira impressionante que eu resolvi ler outras obras desse autor genial. Essa foi uma das minhas maiores motivações para ler Quem é Você Alasca?, sem contar que algumas poucas amigas minhas que leram o livro começaram a postar nas redes sociais fotos do livro e frases extremamente profundas. Do mesmo modo que eu acabei me apaixonando por A Culpa é das Estrelas, Teorema Katherine, o mesmo aconteceu com esse livro. Consequentemente, também acabou aumentando a minha adoração pelo John Green, um ótimo escritor e um grande gênio.
"Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o guarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao 'Grande Talvez'". 
Miles Halter — ou Gordo — é um garoto que leva uma típica vida de uma família americana, porém não se sente feliz com a própria vida que leva, descrevendo-a como "vidinha medíocre", além de não ter amigos em sua escola, apenas "colegas" que se resumem nos alunos da aula de teatro e os geeks do inglês com quem ele se senta no refeitório de sua escola por necessidade social. Por esse motivo, ele decide deixar sua casa na Flórida para se mudar para um internato no Alabama onde seu pai já estudou. Essa não foi uma decisão que agrada muito os seus pais — principalmente a sua mãe — que criam algumas hipóteses para a sua vontade de ir embora. Quando tudo, na verdade, se resume na inspiração que Miles tem por François Rabelais, um poeta cujas últimas palavras foram: "Saio em busca de um Grande Talvez". Ele explica que não quer ter de morrer para começar a sua busca pelo Grande Talvez, portanto está indo embora.

Como uma espécie de tradição familiar Miles, acaba indo para a Culver Creek, o internato onde seu pai estudou quando jovem. E as coisas não começam a acontecer do jeito que ele esperava. Para começar, teve de se agachar para tomar o seu banho visto que o chuveiro parecia ser feito para pessoas com um metro e dez de altura, e ele com os seus 1, 80m precisou dar o seu jeito para se banhar. Logo em seguida, estando apenas com sua toalha amarrada na cintura, acaba conhecendo o seu colega de quarto Chip Martin — ou Coronel —, um rapaz baixo com no máximo 1,50m, musculoso e com um emaranhado de cabelo castanho.          
 "Bonito, pensei, vou conhecer o meu companheiro de quarto, pelado".
 "— Meu nome é Chip Martin — anunciou uma voz grave, a voz de um DJ de rádio. Antes que pudesse responder, ele acrescentou: — Eu o cumprimentaria, mas acho melhor você continuar segurando essa toalha até terminar de se vestir".   
A amizade que se estabelece entre os dois é praticamente instantânea. É o Chip que atualiza Miles a respeito de algumas regras da Culver Creek, e também o apresenta para Alasca Young. Está, é uma jovem enigmática, sedutora, questionadora, rebelde e para a infelicidade de Miles ela tem um namorado. Mas esse último fator não impede que ele se apaixone por ela, ambos desenvolvem uma amizade e vão se tornando cada vez mais próximos por Miles decidir ajudar a jovem rebelde a tentar descobrir o que Simon Bolívar queria dizer com suas últimas palavras: "Como sairei deste labirinto?". Juntos Miles, Chip e Alasca acabam se envolvendo em típicos problemas de adolescentes, lidam com decepções amorosas e tem de aprender a lidar com a perda.
 "Não sabia se podia confiar nela e já estava cansado de sua imprevisibilidade - fria num dia, meiga no outro; irresistivelmente sedutora em um momento e insuportavelmente chata em outro."  
O que me atraiu principalmente nesse livro foi a personagem Alasca Young, primeiramente achei bastante incomum o nome dela e por algum motivo comecei a gostar dela a partir desse instante. Também existe o fato de que ela tem um grande número de livros e os chama de "Biblioteca da Minha Vida", como sou viciada em ler,  me encontrei nesse trecho. Sem contar que ela é uma personagem mais profunda do que realmente aparenta ser, inicialmente achava que ela era apenas uma garota-problema que de certa forma tentava chamar atenção para si mesma, mas na verdade é muito mais profunda do que isso.
"— Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer".
 "... se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa e ela, um furacão".
Esse livro também me fez refletir sobre o "Grande Talvez", e cheguei à conclusão que Miles conseguiu encontrar o que tanto procurava, a partir do momento em que ele resolveu deixar sua casa para ir estudar em Culver Creek, quando se tornou amigo do Chip e da Alasca e fez coisas que nunca imaginou que iria fazer em algum dia de sua vida.
 "— Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando sobre que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia".
Também foi interessante tratar um algo muito comum entre os jovens, que é o amor não correspondido. Muitas vezes, para algumas pessoas isso pode ser o sinônimo de fim do mundo.
"Eu queria ser o seu último amor. Mas sabia que não era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora. Simplesmente, teria se deitado comigo, conversando e chorado. Eu a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam dos seus olhos".
Para quem está à procura de algo profundo, um tanto reflexivo e inovador esse livro é uma ótima opção. Mesmo que existam alguns clichês, acho que são essenciais. Tirando isso, gostei da caracterização de cada um dos personagens e cada um com o seu vício incomum: Miles, o fissurado por célebres últimas palavras; Chip, com uma boa memória decorou o nome de todos os países; e Alasca, uma garota cheia de livros, sendo que talvez tenha ao lido ao todo um terço do que tem, mas pretende ler todos.


Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autor(a): Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: 4/5

Como uma grande fã de mechas coloridas a primeira coisa que me chamou atenção no livro foi o cabelo de Lola, e a sinopse do livro me deixou confiante que essa história estava longe de ser algo muito clichê e que seria uma boa fonte de risadas.

"A designer-revelação Lola Nolan não acreditava em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa - mais brilhante, mais divertida, mais selvagem - melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e uma amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está mais perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Criket - um inventor habilidoso-  sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado."

Dolores Nolan (mais conhecida por seu apelido Lola) está longe de ser uma típica garota comum, para começar foi criada por seu tio gay e o marido dele já que sua mãe é uma alcoólatra que não quis cuidar da filha, preferindo dar sua filha para o irmão criar do que à "abandonar" nas ruas. Se jeito de se vestir é muito extravagante - nunca repete a mesma roupa, usa diversas perucas e maquiagens chamativas -  e o que eu gosto disso é que ela não se importa com a opinião alheia. E ela mentiu sua idade para Max, seu namorado roqueiro quando eles começaram a sair, ele é mais velho, toca em uma banda, fuma, bebe e não tem a aprovação dos pais de Lola. Além do mais ela tem uma lista de desejos bem peculiar.  
"Tenho três desejos bem simples. Sem dúvida, pedir por eles não é demais. O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tão trabalhada, poderia engaiolar um pássaro e um vestido tão largo que eu só serei capaz de entrar no salão através de portas duplas. Mas quando eu chegar lá, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, só para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raízes escuras, e odeiam  seus braços, tatuados com teias de aranha e estrelas.Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estão fartos de ouvir a música que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa de cada hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes.
 E o meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. Nunca mais." 
Infelizmente alguns de seus desejos acabam saindo de forma diferente de como ela gostaria, e isso envolve a volta dos gêmeos Bell para o seu bairro. A sua relação com Criket tem seus pontos altos e baixos, em alguns momentos acabam comentando sobre o passado que tem uma grande influência sobre o estado em que se encontra a relação entre os dois.

A leitura do livro é rápida e aconchegante, perfeita para alguém que quer dar boas risadas e que já se cansou de alguns típicos clichês.


Título: Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor(a): James Bowen
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 240
Classificação: 5/5


Eu tenho uma admiração entre a amizade que algumas pessoas conseguem estabelecer com seus animais, na minha opinião é um dos tipos de amizades mais pura e sincera que pode existir. Na sociedade em que vivemos as pessoas se tornaram muito individualistas e isso consequentemente acaba implicando nas relações pessoas de uma pessoa, na maioria das vezes sempre olham primeiro para o seu próprio umbigo antes de pensar no outro. Já a relação entre homem X animal não tende ser egocêntrica ou individualista, apesar de que nem tudo se resume em paz e amor. Infelizmente, existem certas pessoas que possuem um tipo de gosto desprezível que é o maltrato de animais, mas agora em questão esse é um assunto que não vem muito ao caso.

Desde pequena sempre tive um amor infinito por cães e se tratando de gatos nunca tive uma opinião inteiramente formada, em uma época achei que eles eram animais malvados devido o filme da Disney Cinderela onde tem o Lúcifer que é um gato extremamente malvado, e também nos dois filmes de A Dama e o Vagabundo. Com esses dois filmes acabei tendo uma imagem de que os gatos estavam longe de ser a companhia mais agradável que um homem pode ter, mas após o filme Aristogatas acabei mudando a minha cabeça e uma fascinação por gatos começou a crescer dentro de mim. Apesar de não ter um gato de estimação acho esse ser um pouco misterioso e muito fotogênico.

E um fato sobre mim: eu adoro ruivos, independente se for uma pessoa ou um animal.  

Foram esses três fatores que me chamaram atenção na capa do livro Um Gato de Rua Chamado Bob, e depois de dar uma lida no livro achei uma emocionante história de superação e amizade. Acredito que os animais acabam fazendo a diferença na vida das pessoas e foi isso que certo gatinho de rua e com o pelo alaranjado - Bob -,  fez com James Bowen, um ex-viciado, que tem problemas como transtorno bipolar e TDA/H, e que está tentando reconstruir sua vida trabalhando como músico nas ruas de Londres.
"Ter Bob comigo havia feito a diferença na forma como eu estava vivendo a vida. Além de me trazer mais rotina e senso de responsabilidade, ele me fez dar uma boa olhada em mim mesmo." 
Ao longo da leitura fiquei impressionada com a relação que foi estabelecida entre James e Bob, uma forte relação de amizade ao ponto do gato seguir seu dono e o acompanhar durante suas apresentações de músicas, além da ajuda mutua que um ofereceu para o outro. James tirou Bob das ruas e lhe deu um lar além de amor, já o gatinho serviu como uma espécie de segunda chance para o músico.
"Sabia que aquela era a minha chance de mudar a situação. E eu sabia que tinha que a agarrar dessa vez. Se fosse um gato, estaria em minha sétima vida."
Do mesmo modo que Bob cativa as pessoas das ruas de Londres, a história  de superação e amizade entre os dois acabam cativando o leitor que se emociona desde a primeira até a última página.


Não me lembro exatamente do dia em que eu resolvi ler A Culpa é das Estrelas de John Green, provavelmente deve ter sido pelo grande número de pessoas que estavam lendo esse livro e postando frases dele no tumblr, twitter, facebook... Isso me deixou muito intrigada para ler esse livro que estava fazendo sucesso com praticamente todo mundo. Foi preciso que eu deixasse a minha preguiça um pouco de lado para sair e comprar esse livro.

Um dos comentários que eu mais escutei sobre o livro foi "Você vai chorar lendo ele", então já estava me preparando emocionalmente algo cheio de drama de inicio ao fim, para ver personagens que viriam a se tornar meus preferidos morrendo. Mas quando eu comecei a ler não achei algo tão dramático como imagina, tudo bem que é triste ver uma jovem com câncer e sem muito ânimo para viver, mas isso é uma realidade de milhares de pessoas. A vida seria um mar de rosas se são existissem doenças feito o câncer, as pessoas que sofrem dessas doenças iriam ter uma vida mais longa e sem muito sofrimento, no entanto a vida está longe de ser fácil tanto para as pessoas que sofrem de alguma doença grave ou que tem uma saúde perfeita. No livro Louco aos Poucos da Libba Bray, conta a história de um adolescente que descobre que tem uma doença séria e ele vai morrer e ao longo das páginas a autora faz um questionamento sobre a vida que eu acho que combinam com A Culpa é das Estrelas.    

"—Eu vou melhorar?
Seu corpo empertigado vai amaciando a cada minuto que passa.
—Você tem que perguntar isso para o seu médico, Cameron.
Gosto da maneira como ela pronuncia o meu nome, como se ele tivesse mais sílabas do que realmente tem.
—É que... ninguém diz nada, sabe como é?
Glory olha em direção ao corredor, onde ela tem gráficos para arquivar e pacientes para examinar.
—Isso acontece porque ninguém entende como a coisa funciona nem o porquê. Por que Deus leva os bons e jovens ou porque sofremos. Não entendo por que Ele levou a minha filhinha que teve câncer com apenas cinco anos de idade."
— Louco aos Poucos, Libba Bray.      
"Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso." — A Culpa é das Estrelas, John Green.
Eu sou atraída por livros em que acabam fazendo um questionamento sobre a vida humana ou sobre qualquer outro assunto, gosto de ficar filosofando e criando teorias sobre esses questionamentos. Mas voltando ao assunto principal desse texto, acabei me apaixonando pelo modo do John Green escrever e expor suas ideias que pessoalmente eu considero geniais. Logo que acabei  A Culpa é das Estrelas sai em busca de mais livros dele para ler e o escolhido acabou sendo Teorema Katherine. Esse livro eu não gostei tanto como A Culpa é das Estrelas, sou péssima em matemática e as vezes ficava sem entender a lógica que o Colin criou para explicar a sua relação com suas antigas namoradas (todas chamadas Katherine), se às vezes eu me matava para entender um conteúdo idiota de funções que a minha professora passava, a lógica que  criada no livro foi pior ainda. E mesmo sabendo que o Colin Singleton é apenas um personagem fictício eu não escondo que sinto uma inveja branca dele e eu gostaria de ser inteligente como ele e ter essa facilidade para matemática.

O próximo da lista acabou sendo Cidades de Papel e eu fiquei fascinada com a personagem Margo Roth Spiegelman, uma garota profunda que me lembrou um pouco a minha amiga por ela não ser o que realmente aparenta. No inicio do livro você acha que Margo leva uma vida que pode ser considerada perfeita, ela tem 18 anos, mora com seus pais e com sua irmã, é uma garota bonita e popular. Mas isso é apenas o lado de fora, por dentro ela é uma pessoa muito mais profunda que sofre de conflitos internos e que tem um relacionamento conturbado com seus pais. E assim como todos os personagens do John Green ela é brilhante, o modo que ela planejou sua busca foi algo que me deixou impressionada. A única vez que eu "fugi" de casa acabei indo para a escada de emergência no meu prédio e fiquei por lá durante uns 15 minutos antes de voltar para a minha casa.

Adquiri Quem é Você Alasca? durante a minha viagem para o Rio de Janeiro, não estava conseguindo encontrar esse livro nas livrarias da cidade de onde eu moro e quase vibrei quando consegui comprar esse livro, foi como um pequeno desejo se realizando. Durante a leitura eu acabei me identificando com o personagem principal Miles Halter, um jovem que é fissurado por célebres últimas palavras, já eu sou colecionadora de frases de livros, filmes e séries. O final do livro é triste, mas acredito que Alasca tenha ficado feliz ou satisfeita com isso já que se tratava de uma vontade dela, e acredito que ela tenha vivido intensamente apesar de ser jovem quando morreu. A mente dela era um verdadeiro enigma, assim como ela.

"Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer."  Quem é Você Alasca?, John Green
"—Acho que a pessoa não deve morrer enquanto não estiver pronta. Até quando você tenha esgotado cada pedacinho de vida possível."  — Louco aos Poucos, Libba Bray.      
O que mais eu adorei de Will & Will- Um nome, um destino, é que o livro acaba saindo do clichê básico de "garoto ama garota, ela retribui o sentimento, eles começam a namorar e dependendo do autor podem passar o resto da vida juntos e felizes, ou um dos dois acaba morrendo".  Esse livro mostra que não tem nada de errado um garoto se apaixonar por um garoto, que você pode ser gordinho(a) e ainda sim vai encontrar alguém que te ame pelo o que você é e não por causa da sua aparência.

Acredito que ao longo do texto consegui mostrar os motivos de eu gostar dos livros do John Green, e não por causa de ser uma modinha. Eu o considero como um escritor incrível, com questões meio filosóficas que acabam me prendendo aos livros, e os personagens e histórias que acabam fugindo dos clichês com os quais já estamos acostumados.