Título: O Grande Gatsby
Autor(a): F. Scott Fitzgerald
Editora: Geração Editorial
Número de páginas: 288
Classificação: 5/5

ANTES DE COMEÇAR COM A RESENHA, GOSTARIA APENAS DE AVISAR QUE VOU VIAJAR NO DIA 16/01 E VOLTO NO DIA 26/01, ENTÃO DURANTE ESSES DIAS PROVAVELMENTE NÃO VOU TER ACESSO A INTERNET E NÃO VOU CONSEGUIR ATUALIZAR O BLOG!

No ano passado eu fiz uma meta para mim mesma de que iria começar a ler mais clássicos, e aproveitando a calmaria que eu tive na minha vida depois do ENEM resolvi me arriscar com a leitura do famoso clássico "O Grande Gatsby". Já tinha ouvido falar muitas coisas boas a respeito do livro e também da recente adaptação para o cinema, então aproveitei que estava com um pouco de dinheiro sobrando para comprar esse livro, e o resultado que eu tive foi melhor do que eu poderia esperar. Não só acabei adorando tanto a leitura, mas o livro se tornou um dos meus preferidos e que com toda certeza vou reler ele muitas e muitas vezes!
"A obra traz como pano de fundo a sociedade americana da década de 1920, época que ficou conhecida como a era do jazz. Ao se mudar para a casa ao lado, Nick Carraway adentra o mundo de extravagância e luxo de Jay Gatsby, um misterioso milionário que, na verdade, busca a atenção de um antigo amor, Daisy Buchanan, de quem se separou na Primeira Guerra Mundial. Um retrato pungente da decadência de uma sociedade materialista e deslumbrada com o poderio do pós-guerra e dos trágicos danos causados por uma obsessão lancinante com o passado. A edição traz ainda o prefácio à edição americana de 1934, escrita pelo próprio Fitzgerald; um posfácio do escritor americano Alex Gilvarry; uma seleção das cartas que Fitzgerald escreveu a Maxwell Perkins, seu editor à época da publicação de 'O grande Gatsby'; e a cronologia da vida e obra do autor."
A década de 20 é quando se inicia a história do livro que é narrado por Nick Carraway, um jovem que vem de uma família classe média do Oeste americano e que tentou fazer a sorte no mercado de valores da bolsa de New York, e mesmo que isso não tenha dado muito certo ele tem uma vida estável considerando suas condições. Ele se muda para West Egg, e sua casa pequena e modesta onde mora se torna bastante peculiar se comparada com as mansões que cercam sua residência. E em um desses deslumbrantes casarões mora seu misterioso vizinho Jay Gatsby, um homem que poucos conhecem sua história, mas que se tornou bastante conhecido pelas extravagantes festas que realiza.

Nessas festas muitas pessoas — conhecidas e desconhecidas de Jay — são convidadas, e nesse meio Nick acaba recebendo um convite para uma das festas. Normalmente, os convidados não entram em contato com o anfitrião misterioso, mas Nick acaba tendo a sorte de conhecer o tão falado Jay, e que com o tempo vai percebendo que os interesses do homem vão muito mais além do que uma simples amizade. Durante sua juventude Jay se envolveu em um caso amoroso com Daisy — prima de Nick —, e querendo se reaproximar dela novamente Gatsby vai ser capaz de usar sua amizade com Carraway para atingir seus objetivos.
"Eu não podia perdoá-lo nem voltar a gostar dele, mas via que o que tinha feito era inteiramente justificável a seus próprios olhos. Eles eram gente descuidada. Quebravam e esmagavam coisas e criaturas... e, então, se entrincheiravam atrás de seu dinheiro ou se escondiam por trás de sua vasta falta de cuidado ou seja lá o que fosse que os mantinham juntos, enquanto deixavam que outras pessoas limpassem a sujeira que haviam feito...”
Contudo, a situação não é tão simples como aparenta. Daisy é casada com Tom Buchanan e de primeira vista os dois parecem ser um casal bem sucedido, mas que também tem suas brigas e seus dilemas internos, que vão aumentar ainda mais com Jay tentando se reaproximar novamente de seu grande amor do passado.
"No encantado crepúsculo metropolitano, eu sentia, às vezes, em mim e nos outros, uma obsedante solidão, ao ver os pobres e jovens empregados caminhar a esmo diante das vitrinas, à espera de que fosse hora de jantar num restaurante solitário... jovens empregados ao crepúsculo, desperdiçando o momento mais pungente da noite e da vida."
Uma vez clássico para sempre um clássico! Na minha opinião, o livro faz jus a sua tamanha fama, apesar de ser pequeno. Nas 288 páginas reviravoltas e traições acontecem, e a cada momento a narrativa se torna tão envolvente que fica praticamente impossível do leitor largar o livro. E mesmo após o termino da leitura a trágica história ainda permanece por um tempo na cabeça do leitor, de tão envolvente e profunda que a narrativa e os personagens são. Sem um pingo de dúvida, "O Grande Gatsby" é um ótimo livro que vale a pena ser lido, e que as pessoas devem ter em suas estantes. Então, se você está procurando algum livro para ler ou para presentear alguém esse é uma excelente opção. E também para os fãs de cinema existe a recente adaptação do livro para o cinema que conta com Tobey Maguire, Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan, e Joel Edgerton no elenco.


Hoje, os fãs de Harry Potter foram surpreendidos por uma triste notícia nessa manhã: o ator Alan Rickman, interprete do personagem Severus Snape, morreu aos 69 após uma luta contra o câncer. Como fã de seu trabalho pensei em fazer algo para homenageá-lo, e como uma das melhores coisas que eu sei fazer é escrever resolvi fazer esse texto para falar de um personagem bastante complexo — pelo menos na minha opinião — que é o Snape. Sei que isso é muito pouco levando em conta toda a carreira artística que Rickman construiu, mas o que importa é que essa é uma homenagem feita do coração de uma fã que está triste com essa notícia, e ainda chocada sem conseguir acreditar que realmente tudo isso está realmente acontecendo.

Uma questão que gera discussão entre os fãs de Harry Potter: o Snape é um herói ou não?

São muitas as opiniões que essa simples pergunta pode gerar. Enquanto algumas pessoas defendem que ele era um grande herói, uma pessoa extremamente corajosa; outras já o atacam dizendo que de corajoso ele não tinha nada e que muito menos é alguém digno de ser chamado de herói. Até mesmo a própria J.K Rowling se posicionou no twitter ao dizer "Snape is all grey. You can't make him a saint: he was vindictive & bullying. You can't make him a devil: he died to save the wizarding world", o que provocou uma grande discussão nessa rede social com fãs se posicionando a favor dessa afirmação, e outros atacando a autora. Mas nesse texto não vou defender ou falar que tal pessoa está errada, nesse texto vou aproveitar para expor a minhã opinião sobre esse personagem bastante complexo.  

Acho que o melhor modo de começar a falar sobre o Snape, mas acredito que a melhor maneira é começar a falar sobre o seu passado. Não se tem muita informação sobre a sua infância, mas sabemos que foi uma época conturbada em sua vida, e que Lily Evans foi sua primeira amiga de fato. E ao falar sobre Lily, logo temos de abordar sobre os anos dele em Hogwarts que foram marcados pelo bullying que sofria por parte dos Marauders, se tornando alvo de pegadinhas e azarações desse grupo de amigos. Contudo, também não se pode ignorar que essa foi o momento em que ele começou a se aproximar das companhias que o fizeram interessar pela Arte das Trevas e que defendiam ideias como o purismo, tanto é que logo após se formar na escola de magia e bruxaria ele entrou para o grupo dos Comensais da Morte.

Gosto de comparar essa situação com uma pessoa que por meio da influencia dos amigos acaba experimentando uma droga, e a partir dai tomando outras péssimas decisões. Foi isso que aconteceu com Snape, no caso as más companhias com quem ele andava podem ser comparadas as drogas, que associadas ao seu talento excepcional com a feitiçaria foram a junção que fizeram ele se juntar a Voldemort e seus seguidores, um grupo que estava crescendo e se tornando cada vez mais conhecido e temido por alguns bruxos.  

Vale ressaltar o fato que apesar de todo o seu sofrimento durante a infância e o bullying que sofreu durante os anos de escola, não justificam o fato dele se juntar a um grupo que fazia a apologia ao genocídio e ódio contra os nascidos trouxas, ainda mais ele sendo um mestiço, além de que o seu primeiro e único amor — Lily Evans — era uma nascida trouxa. Nesse quesito não tem como defender o Snape, ele errou e muito feio. Porém, acredito que ele percebeu esse erro que cometeu depois da morte de Lily. Era muita ingenuidade acreditar que ela poderia sair viva do encontro com Voldmort caso entregasse o seu filho para a morte, mas algo em mim diz que Snape acreditou em algum momento que ela poderia escapar com vida daquele ataque.

E foi esse amor que ele nutria pela a Lily, mesmo depois de sua morte faz com que ele virasse o agente duplo trabalhando para ambos os lados, se bem que acredito que depois de todos os acontecimentos acho que a lealdade que ele nutria por Dumbledore era maior. Foi por essa lealdade e amor, que Snape ajudou Harry ao longo dos sete anos mesmo que  não fosse  uma ajuda muita aparente, na verdade, muitas vezes parecia que ele o odiasse. Tudo acabou se revelando no sétimo livro/oitavo filme na parte em que foram reveladas as memorias do Snape, logo depois de sua morte.

Eu não o considero como uma pessoa corajosa, e sim o considero como alguém que errou muito feio no passado e que depois tentou remedir, mas acho que mesmo assim ele ainda carregava o fardo dessas ações em suas costas. No final de sua vida ele era um homem que carregava junto de si o amor que nutria por Lily, junto com a angústia e dores infindas. Também não o considero como o herói que salvou a pátria. Eu o vejo como um anti-herói, ele não era alguém 100% bom e heroico, e sim uma pessoa que tentou fazer o certo depois de ter tomado escolhas erradas para sua vida.


Nas férias de dezembro as minhas amigas me apresentaram a um reality show popular nos Estados Unidos, se tratava do "RuPaul's Drag Race". Já tinha ouvido falar da popularidade desse programa, e logo apos assistir o primeiro episódio da sexta temporada logo ficou claro para mim o motivo de ser um programa bem popular, contudo quando comento com algumas pessoas que estou assistindo RPDR nem sempre as reações são as melhores do mundo, sendo assim resolvi fazer esse post no blog para falar alguns dos motivos para se assistir esse reality show e quem sabe mudar alguns olhares das pessoas a respeito desse programa.
"RuPaul's Drag Race é um reality show americano, apresentado por RuPaul, modelo, mentor e inspiração. O reality busca a nova ''America's Next Drag Superstar''. O reality show é cheio de surpresas, reviravoltas, emoções e mostra que para ser a próxima america's next drag superstar, apenas beleza não basta, pois os juízes estão sempre julgando seu carisma, originalidade, coragem e talento." 
1)QUEBRA PRECONCEITOS
Ao longo do programa você acaba quebrando os seus preconceitos com as drag queens (caso você tenha algum), além de ficar sabendo muito profundamente sobre esse mundo. Isso não se trata de uma brincadeira, e sim uma profissão como qualquer outra. São homens que animam festas e boates fazendo performances e imitações, são pessoas talentosas.

E nesse quesito vale ressaltar que em um episodio de cada temporada homens héteros são convidados ao programa e passam por uma mudança completa, eles viram drag queen por um dia e é interessante ver como eles são mente aberta, apesar de ficarem um pouco desconfortáveis com alguns dos processos que precisam fazer como a depilação, ou esconder o pênis. Mas o que realmente importa é: o mundo precisa de mais gente com cabeça aberta como esses caras.  

2)O VALOR DA VIDA
Nesse exato momento você deve estar se questionando "Como esse reality show ensina a dar valor pela vida?". Pois bem, alguns dos participantes acabam revelando ao longo do programa que sofreram bullying por serem gays ou por se vestirem de mulheres, e alguns confessaram que nessa época o suicido foi uma possibilidade que se passou pela mente deles.

E com isso vale à pena refletir sobre o valor da vida, que apesar de todas as dificuldades, por um fim nela não vai resolver nenhum dos seus problemas. É preciso ser forte nessas horas e lutar de cabeça erguida, como falaram na série Grey's Anatomy "Sua vida é uma bênção. Aceite isso. Não importa se é ferrada ou sofrida. Algumas coisas vão se desenrolar como se fosse o destino". E também com a questão do bullying que é um problema sério que aflige a sociedade, e sendo uma pessoa que sofreu bullying durante o inicio da adolescência eu posso afirmar que essa é uma das piores coisas que alguém pode passar.

3)GRANDE DIVERSIDADE
Nesse reality show tem de tudo! Existe uma grande diversidade das queens em relação à nacionalidade — tem americanas, latinas, asiáticas... — quanto ao tipo físico — tem branca, negra, parda, alta, baixa, magra, gorda. Não existe nenhum tipo ideal de drag queen, cada uma tem sua essência de ser que é completamente única.  
4)CULTIVA O AMOR 
Apesar das intrigas e barracos existentes, o apresentador RuPaul vive reforçando a ideia de que elas tem que se amar por se tratar de uma grande família. E no final de cada episodio ele fala a tão famosa frase "If you don't love yourself how in the hell you gonna love somebody else/Se você não pode amar a si mesmo, como diabos você vai amar outra pessoa", que carrega um significado mais profundo do que realmente aparenta, pelo menos na minha opinião.

5)OS BORDÕES
De longe os bordões são a parte mais importante do reality, mas é um fato de que essas falas são falas que você acaba levando para o resto da sua vida.
“HALLELUAH!“, “Not today, Satan, not today.“, “I’m fucking libra!“, “Sashay away” e “Hiiiii!”

6)OS JURADOS
Em cada episódio sempre tem a presença de um jurado especial, às vezes algumas das celebridades escolhidas não são tão conhecidas, mas para compensar algumas outras que são convidadas acabam sendo sensacionais! Entre algumas podemos citar Neil Patrick Harris, David, Kelly Osbourne, Latoya Jackson, Khloe Kardashian, Amber Riley, Jesse Tyler Ferguson. E não podemos deixar de lado a presença quase constante de Santino e Michelle Visage que tem comentários bem engraçados.

7)PROVAS DIVERTIDAS
Cada mini-desafio parece ser mais divertido do que o outro, e criatividade para isso não falta. Alguns envolvem fotos engraçadas, que vão desde decoração de algum objeto até um divertidíssimo banho de mangueira. Todas bem criativas e engraçadas!
Bem, e essa foi a minha lista de motivos par assistir "RuPaul's Drag Race" e se com isso eu conseguir mudar a opinião de pelo menos uma pessoa a respeito desse reality show já vou me sentir orgulhosa. E para as pessoas que tem interesse de assistir a segunda e sexta temporada se encontram disponíveis no Netflix.


Título: Percatempos
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 112
Classificação: 3/5

Normalmente, quando gosto muito de um trabalho de algum escritor eu sempre procuro ficar atenta para acompanhar os próximos trabalhos dele, e isso não é diferente com o Gregorio Duvivier. Me tornei uma grande fã dele quando comecei a ler sua coluna na Folha de São Paulo (por sinal, os textos que ele escreve são muito bons) e também envolvendo o seu trabalho no Porta dos Fundos, sendo assim quando eu fiquei sabendo que ele estava prestes a lançar um novo livro "Percatempos" eu fiz questão de passar nas livrarias próximas à minha casa para poder me presentear com esse livro, que despertou bastante a minha atenção.
"Depois de surpreender a todos com sua verve poética, em Ligue os pontos, e de se consolidar como um dos mais inventivos cronistas brasileiros da nova geração, com Put some farofa, o aclamado ator e roteirista do Porta dos Fundos revela nova face de seu talento. Com influência de Millôr, Sempé, Steinberg e de sua avó Ivna, Gregório Duvivier nos oferece dezenas de desenhos inéditos de nanquim e aquarela, que conciliam o lirismo, a irreverência e o engenho já familiares a seus fãs. Em um passeio pelo repertório cultural do autor, vemos reinventadas vida e língua cotidianas. A originalidade e o frescor de Gregório estão de volta, dessa vez para enriquecer a tradição de nosso humor gráfico."
Como leitora sempre gosto um pouco de sair da minha zona de conforto, e a experiência que eu tive ao ler "Percatempos" me proporcionou isso. A leitura desse livro foi bem diferente de tudo do que eu já havia lido até então, por conta de ser um livro fino e que trabalha com figuras a leitura foi extremamente rápida durando em torno de 5 a 10 minutos.

Se trata de uma leitura bem visual e o Gregorio transpõe o cotidiano em suas ilustrações, e ao mesmo tempo em que ele brinca com pequenas coisas como o negrito, o itálico, o CAPS LOCK e a Comic Sans; ou um sinal de trânsito; os dias da semana; o calendário e os diversos mapas do Brasil, Duvivier também coloca um pouco do seu tom de sarcasmo e crítica em alguns desenhos, algo que não poderia faltar e que na maior parte das vezes está presente em seus outros trabalhos.  




Alguns dos desenhos simplesmente parecem uma verdadeira maluquice, já outros podemos identificar a presença de personalidades como Eike Batista, Arnaldo Antunes e até mesmo Jesus, e sempre envolvendo algum jogo de palavras ou outros elementos que remetem ao fato da nossa sociedade atual se preocupar com a questão do materialismo e da exposição.

E de maneira geral a leitura de "Percatempos" foi rápida e gostosa, de modo que em nenhum momento eu me arrependi de ter saído da minha zona de conforto. Dei boas gargalhadas ao longo da leitura (principalmente nos agradecimentos, como sempre Gregorio consegue mostrar mais uma vez o seu talento de transformar coisas comuns do cotidiano em pura graça), e acho que o único ponto negativo que posso apontar é o fato de o livro ser muito pequeno e a leitura muito rápida. Ao terminar de ler demorou um pouco para cair a ficha de que só era aquilo, e foi inevitável sentir aquele sentimento de "quero mais". Agora, o que me resta a fazer é continuar acompanhando a coluna dele na Folha de São Paulo, e aguardar ansiosamente para um próximo lançamento de um novo trabalho dele, seja na forma de um livro assim de desenhos, poesias ou crônicas.



Título: Para Sir Phillip, Com Amor
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

No verão do ano passado eu tive a oportunidade de conhecer uma série de livros muito boa em que a autora Julia Quinn, foi comparada com a Jane Austen dos tempos atuais. Não vou me aprofundar muito nessa comparação realizada, mas de qualquer jeito é um fato de que Julia tem um grande talento em mãos e vem fazendo um ótimo trabalho a cada volume que ela lança focando em cada um dos irmãos Bridgerton. E depois de tanta demora aqui estou para fazer uma resenha de um dos livros dela, algo que eu já deveria ter feito há muito tempo atrás.
"Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro."
Aos 28 anos de idade Eloise Bridgerton já aceitou o fato de que é uma solteirona (após recursar pedidos de muitos pretendentes) e está satisfeita com o rumo que sua vida está seguindo, sem contar que ela não está sozinha nessa. Ela junto de sua melhor amiga Penélope parecem estar fadadas a uma vida de solteironas, contudo essa situação muda completamente quando Penélope e Colin Bridgerton se apaixonam, de forma que a vida de solteira que Eloise leva deixa de parecer tão feliz e satisfatória como acreditava ser, de modo que ela começa a repensar sobre suas prioridades.

E é nesse momento de sua vida que acaba surgindo Sir Phillip, um homem com quem Eloise passou a trocar cartas e com um tempo através de correspondências acabou se estabelecendo uma espécie de amizade entre ambos, mas nunca que em nenhum momento Phillip pensou que uma simples carta lhe oferecendo condolências após a morte de sua esposa acabaria se transformando em uma troca continua de cartas, e muito menos que iria receber uma visita surpresa de Eloise, que apesar de se tratar de uma companhia agradável ainda sim foi inesperada. Ao longo da troca de cartas Sir Phillip imaginou que a mulher não fosse muito bonita e pouco elegante, mas acabou se deparando com uma mulher atraente, inteligente e perspicaz.
“Ele parou de repente, chegando a tropeçar. Porque a mulher parada em seu hall era jovem e muito bonita, e, quando ela levantou o rosto para olhar para ele, Phillip notou que a moça tinha os olhos acinzentados mais encantadoramente lindos que já vira.”
Os dois são o completo oposto um do outro. Sir Phillhip é um barão de uma cidade rural, e de certa maneira pode ser considerado como um homem recluso, passando grande parte do tempo dando uma maior atenção para seu trabalho do que para seus filhos. Já Eloise mora com sua família em Londres, está acostumada a participar de grandes eventos sociais e pode ser considerada como uma pessoa bastante alegre e divertida, e bastante faladeira quando se encontra muito nervosa com algo.  
“Ria. Ria alto, e sempre. E quando as circunstâncias pedirem silêncio, transforme a sua gargalhada em um sorriso.”
Apesar de algumas diferenças existentes, Eloise está disposta a conhecer o homem que se esconde por trás da máscara de indiferença e cordialidade, o que pode ser uma tarefa um pouco complicada devido aos filhos de Phillip que são verdadeiros pestinhas que sempre arrumavam um modo de aprontar com Eloise. E também há o fato de que inicialmente Phillip parece estar muito empenhado na busca de uma esposa para poder cuidar de seus filhos, mas é preciso apenas de uma questão de tempo para ele passar a olhar Eloise com outros olhos, contudo devido a alguns acontecimentos do passado fica complicado para que ele tome uma atitude e assuma seus sentimentos.

E é claro que para isso não poderia faltar uma mãozinha extra de alguns dos irmãos Bridgerton para isso.
"Eloise estava feliz por vê-los ir embora. Amava os irmãos, mas, sinceramente, lidar com os quatro ao mesmo tempo era mais do que se deveria esperar que qualquer mulher aguentasse."
 De uma forma geral a história é bem escrita e esse é um romance digno de se ter na estante para as pessoas que são fãs desse gênero, como sempre Julia Quinn não deixou nada a desejar. A única coisa que me deixou um pouco desanimada foi o final previsível do livro, assim como nos anteriores, e também senti falta das colunas da Lady Whistledown (ela escrevia em um jornal sobre as novidades da alta sociedade, e cada capítulo começava com uma nota dela), que eram bastante divertidas.

E para quem tiver interesse aqui estão os outros volumes da série que já lançaram aqui no Brasil:

  1. O Duque e Eu
  2. O Visconde Que Me Amava
  3. Um Perfeito Cavalheiro 
  4. Os Segredos de Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip, Com Amor
  6. O Conde Enfeitiçado