Resenha: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

Título: Contos da Academia dos Caçadores de Sombra
Autor(a): Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Editora: Galera Record
Número de páginas: 504
Classificação: 5/5

Não é nenhuma novidade que eu sou muito fã do livros que a Cassandra Clare escreve, do universo que ela criou com os caçadores de sombras e os integrantes do submundo. Então, toda vez que ela lança um livro novo é impossível resistir, de modo que fiquei muito empolgada quando soube do lançamento do "Conto da Academia dos Caçadores de Sombra", ainda mais que se tratava de um livro focado em Simon Lewis.

"Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim. Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era."

O livro reúne uma série 10 contos que mostram a chegada de Simon Lewis à Academia dos Caçadores de Sombra, e de sua adaptação. Nos contos temos a oportunidade de rever personagens queridos e já conhecidos pelo público, além de conhecermos personagens novos que são bem cativantes.

BEM-VINDO À ACADEMIA DOS CAÇADORES DE SOMBRA
Simon Lewis é muito famoso por ter lutado na guerra, por ter sido um vampiro que podia suportar o sol e que depois voltou a ser humano novamente. Ele fez grandes coisas. O único problema é que ele não se lembra das coisas que aconteceram, a sua memória está fragmentada de maneira que ele nem mesmo se lembra de pessoas importantes como Clary Fairchild ou Isabelle Lightwood. Como uma forma de tentar descobrir o seu novo "eu", além de tentar recuperar sua memória e tentar ser o rapaz que seus amigos conheciam, Simon decide ir para a Academia dos Caçadores de Sombras.

Na Academia ele conhece alguns filhos de Caçadores de Sombras e alguns mundanos que desejam ascender. Ele terá de enfrentar alguns desafios, as tradições dos Caçadores de Sombra, além de se posicionar contra a maneira que  eles tratam os mundanos e os seres do Submundo. Mas para poder enfrentar esse ambiente um pouco hostil, Simon vai contar com a amizade fiel do  jovem George Lovelace.

"— Uau. Simon Lewis. Acho que tenho que agradecer a alguém na Academia Arrepiante por me darem o colega de quarto mais legal."

O HERONDALE PERDIDO  
A amizade entre Simon e George Lovelace parece estar mais forte do que nunca, uma vez que os dois se tornaram verdadeiros parceiros se ajudando no que é preciso. E Simon também se aproxima de duas Caçadoras de Sombras: Beatriz Mendoza e Julie Beauvale. Porém, ele ainda continua tendo problemas de convivência com Jon Cartwright que age de maneira arrogante com Simon e os outros mundanos.

Neste primeiro conto vemos os alunos da Academia tendo de enfrentar sua primeira missão: acabar com um vampiro que descumpriu os acordos. E em uma conversa com Catarina Loss, a feiticeira de pele azul, Simon irá conhecer a verdadeira história de Tobias Herondale, um Caçador de Sombras que é considerado uma vergonha para a raça. Essa conversa permite uma reflexão a respeito das leis dos Caçadores de Sombra, além da maneira que eles tratam os membros do Submundo.

"Este era o seu lar e ao mesmo tempo não era, e Simon sentia a mesma desorientação após verões nas montanhas do Acampamento Ramah, quando não conseguia dormir sem o barulho das cigarras e o ronco de Jacke Grossberg no beliche de cima. Talvez, pensou ele, não fosse possível saber quanto uma pessoa muda com uma viagem até que ela tentasse voltar para casa".

O DEMÔNIO DE WHITECHAPEL
Aos poucos Simon está se acostumando com as condições precárias da Academia. E naquele dia ele conta com a visita de Jace Lightwood Herondale, que está na Academia para dar aula de saltos. E como se esse convidado especial não fosse o bastante, Tessa Gray também vai para Academia contar uma história real, na época em que ela era casada com Will Herondale  e como eles derrotaram o demônio de Whitechapel que estava causando um verdadeiro caos nas ruas de Londres. Porém, ele se sente péssimo pela maneira que falou com Isabelle na última vez em que se encontraram e não consegue se esquecer disso. E para ajudá-lo nesse problema amoroso ninguém melhor do que Jace e os seus ótimos concelhos.

"— Vou contar os fatos simples — disse Tessa. — Houve uma época em que meu nome não era Tessa Gray, mas Tessa Herondale. Naquela época, em 1888, em Londres, houve uma série de terríveis assassinatos..."

NADA ALÉM DE SOMBRAS
Cada vez mais Catarina Loss está desempenhando um papel fundamental para a vida de Simon na Academia, e dessa vez ela irá contar mais uma história esquecida pelos Caçadores de Sombra. Assim como Simon, o jovem James Herondale — filho de Willl e Tessa — também teve problemas para se adaptar quando entrou na Academia. Por ser diferente o rapaz foi afastado dos jovens "puros" e ainda tinha que lidar com piadinhas constantes ao seu respeito. Porém, apesar de todos os problemas que enfrentou James nunca esteve sozinho, sempre podendo contar com aqueles que o amavam. A história de James serve para que Simon possa refletir sobre a sua situação na Academia, além de reencontrar a ligação especial que ele tem com Clary.

"— Um Herondale? Mais um Herondale? — perguntou Simon. — Um monte de Herondale sem fim. Você às vezes tem a sensação de estar sendo perseguida pelo pessoal dos Herondale?
—Na verdade não — respondeu Catarina. — Não que eu fosse me importar com isso, Magnus diz que eles tendem a ser bonitos. Claro, Magnus também diz que tendem a ser malucos. James Herondale foi um caso especial."

O MAL QUE AMAMOS
Como de costume a Academia recebe a visita de ilustres Caçadores de Sombras para dar palestras ou lecionar alguma aula, mas o que Simon não poderia imaginar que o Inquisidor Robert Lightwood iria aparecer por lá, ainda mais acompanhado de sua filha Isabelle Lightwood. Robert conta para os alunos a história de seu passado, a verdade sobre o tenebroso Círculo criado por Valentim Morgenstern e também aproveita para contar o que realmente aconteceu entre ele e seu parabatai, Michael Wayland

Ao invés de prestar atenção na história, Simon tem uma prioridade mais importante: tentar se aproximar de Isabelle. Mas essa está longe de ser uma tarefa fácil, já que a garota não está agindo da maneira que Simon gostaria.

"Simon não estava ouvindo nada. Estava encantado com Isabelle, desejando que ela olhasse para ele. Isabelle passou o tempo todo olhando para os próprios pés. E Robert Lightwood, o Inquisidor da Clave, árbitro de todas as leis, começou a contar a história de Valentim Morgenstern e daqueles que um dia o amaram."
OS REIS PÁLIDOS E A PRINCESA
As férias de verão finalmente acabaram e Simon sente-se empolgado para voltar para a Academia, rever seus amigos e dar continuidade aos treinamentos para enfim se tornar um Caçador de Sombras. E para a volta as aulas uma visitante aparece para dar uma palestra. Se trata de Helen Blackthorn. Ela conta para os alunos como o seu pai e o seu tio, ambos Caçadores de Sombra, foram enganados pelas fadas na Corte Seelie.

É uma história muito triste e como se isso não fosse o bastante, Helen é obrigada a suportar o péssimo tratamento que recebe dos Caçadores de Sombras uma vez que existe um preconceito generalizado a todas as fadas e meio-fadas. Além disso, Simon acaba tendo uma conversa com seus amigos a respeito da última guerra e acaba descobrindo um pouco mais sobre eles, o que cada um acabou perdendo nesse conflito.

"— Helen Blackthorn — disse. — Filha de Andrew e Eleanor Blackthorn.
Simon a  fitou com mais atenção. Helen Blackthorn era um nome que ele conhecia bem das histórias que Clary havia lhe contado sobre a Guerra. Os Blackthorn perderam muito na batalha, mas ele tinha a impressão de que Helen e seu irmão Mark foram os que mais perderam."

LÍNGUA AFIADA 
Aos poucos Simon está conseguindo se reaproximar de Isabelle, claro que as coisas não vão voltar a ser como eram antigamente, mas isso não parece ter muita importância já que está muito empolgado porque vai acompanhar Isabelle no casamento de Helen Blackthorn e Aline Penhallow. E esse não é o único motivo para se comemorar: a Clave permitiu que a cerimônia ocorresse em Idris, para que todas as crianças Blackthorn pudessem estar presentes.

Porém, antes de partir para a celebração, Simon tem uma importante missão a cumprir junto de seu amigo George. A única coisa que os dois poderiam imaginar é que acabariam sendo presos pelas fadas, assim como o tio e o pai de Helen. E em meio a confusão, Simon encontra uma pessoa capaz de o ajudar: Mark Blackthorn, o Caçador de Sombras que foi renegado pela Clave para viver entre as fadas.

"— Queria me lembrar — disse Simon —, de quando nos conhecemos.
— Você não era humano — falou Mark amargamente. — Mas é humano agora. E se parece mais com um Caçador de Sombras do que eu."

O TESTE DE FOGO
O final do ano já está chegado e as pessoas estão começando a falar sobre parabatais, até mesmo algumas duplas começas a aparecer para prestar o juramento. E em meio a toda essa agitação, Simon e Clary recebem o convite para serem testemunhas da cerimônia parabatai entre Julia Blackthorn e Emma Cartairs. Porém, ao mesmo tempo em que isso está acontecendo, Magnus Bane e Jem Cartairs decide aplicar um teste em Simon e Clary sem que eles saibam. Trata-se de um teste extremamente importante que irá resultar na amizade entre eles.

"— Não foi simbólico. O teste parabatai é um teste de fogo — disse Catarina. — Vocês  ficam em círculos de fogo e firmam esse laço. Este... este é o teste da água. A natureza do teste exige que não saibam sobre sua aplicação. Fazer um preparo mental para o teste pode afetar o resultado. Este teste não teve a ver com Julian e Emma. Teve a ver com vocês dois. Pensem no que viram, no que aprenderam. Pensem no que sentiram. Pensem em quando conseguiram nada um para o outro, quando não tinham mais nada, quando deveriam ter sucumbido."

NASCIDO PARA A NOITE SEM FIM
Dessa vez a academia recebe um convidado mais do que especial: Magnus Bane. Por falta de professores, o famoso feiticeiro aceitou o convide de sua amiga Catarina Loss para das algumas aulas aos futuros Caçadores de Sombras. O que não estava no plano de ninguém era encontrar um bebê feiticeiro de pele azul abandonado na porta da Academia. Dessa maneira Magnus e Alec Lightwood resolvem acolher o bebê, tornando-se responsáveis pela vida dele. E a chegada desse novo membro da família fez com que os Lightwood — acompanhados de Jace e Clary — aparecessem em peso na Academia. Além disso, nesse conto vemos uma questão decisiva no relacionamento de Magnus e Alec.

"— Você ainda é... muito jovem — explicou Magnus. — Eu sinto muito se algumas vezes parece que eu não me lembro disso. É estranho; ser imortal significa que ser jovem e ser velho são coisas estranhas a mim. Sei que algumas vezes pareço estranho para você.
Alec assentiu, pensativo, mas sem mágoa.
— Parece mesmo — respondeu ele, daí se inclinou e com uma das mãos apertou a lateral do berço, ao mesmo tempo em que tocou o cabelo de Magnus, dando-lhe um beijo suave ao luar. — E eu nunca quis nada além disso. Nunca quis um amor menos estranho."

ANJOS QUE CAEM DUAS VEZES
Finalmente o segundo ano na Academia dos Caçadores de Sombras chegou ao fim deixando todos com os ânimos a flor da pele, principalmente, os mundanos que deverão beber do Cálice para ascenderem  e se tornarem verdadeiros Caçadores de Sombra. O único problema é que eles podem morrer durante o processo, e isso é o que mais preocupa Simon. E se alguma coisa der errado durante o processo? Essa cerimônia irá ser o começo da nova vida dos Caçadores de Sombra, mas apesar das diferenças existentes todos vão estar ligados pela experiência que vivenciaram juntos.

"— Acho que deveria ser o começo de alguma coisa — falou Isabelle. — Tipo, digamos, hipoteticamente, se toda sua vida fosse mudar amanhã, se fosse o primeiro dia do restante da sua vida, eu gostaria de fazer parte disso.
— Do restante da minha vida.
— Isso.
— Hipoteticamente.
— Hipoteticamente. — Ela tirou os óculos e lhe deu um beijo com vontade nos lábios, depois, muito de leve, no pescoço. Exatamente onde uma vampira enfiaria as presas, pensou parte dele. A maior parte, porém, pensava: Isso vai mesmo acontecer.
Isso vai mesmo acontecer hoje à noite."

Sempre gostei do Simon e foi bom ver um livro dedicado somente a ele, dando um foco maior. Foi ótimo ver a experiência dele na Academia e das novas amizades que foram surgindo nesse processo, apesar de que também foi ótimo poder rever personagens antigos e tão queridos como a Isabelle, Jace, Clary, Tessa, Magnus e Alec (o melhor casal dessa série, sorry not sorry).

Se você é fã dos livros da Cassandra Clare a leitura de "Contos da Academia dos Caçadores de Sombras" é um complemento essencial, eu me diverti muito lendo. Apenas recomendo que você tenha lido previamente todos os seis livros da saga dos Instrumentos Mortais, mas caso você não tenha nenhum problema com spoilers não há nenhum problema em ler fora de ordem.
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Motivos Para Assistir Brooklyn Nine-Nine

"Jake Peralta é o talentoso e despreocupado detetive do 99º distrito do Brooklyn que, junto ao seu grupo eclético de colegas, lidava com um capitão relaxado no escritório. Tudo muda quando o novo e cronicamente tenso capitão Ray Holt chega à delegacia disposto a fazer com que esse grupo disfuncional de detetives se torne o que há de melhor no Brooklyn."

1) DIVERSIDADE
A série se passa em Nova York, uma das cidades mais populosa dos Estados Unidos, sem contar que também é uma das mais multiculturais e "Brooklyn Nine-Nine" consegue passar isso adiante. Nos papeis principais temos personagens negros, latinos e mulheres. E diferente de algumas séries de comédia que criam um esteriótipo de personagens homossexuais, isso não acontece em B99.

Outra coisa que chama atenção são as diferentes personalidades dos personagens. Jake Peralta (Andy Samberg) é um detetive muito talentoso, mas em compensação o seu comportamento e a sua mentalidade  de uma criança; Ray Holt (Andre Braugher) é um capitão da polícia que foge de todos os estereótipos; Charles Boyle (Joe Lo Truglio) é um detetive que apesar de não ser muito bom com habilidades físicas possui uma enorme coragem, sendo capaz de arriscar a sua própria vida e a detetive Amy Santiago (Melissa Fumero), que apesar de bastante competente é um pouco insegura quando se trata de criar uma relação de aprendiz-mentor com o capitão.

2) A COMÉDIA
Quando imaginamos uma série policial é impossível não pensar em "CSI" ou "Cold Case" (como eu amava essa série, nunca vou superar o fato da Wanner ter parado de exibi-la), em que são apresentados crimes mais hediondos e tem uma grande pitada de suspense na trama, você fica tenso sem saber o que irá acontecer em seguida e vive tentando imaginar quem é o grande culpado. Porém, "Brooklyn Nine-Nine" aposta em uma pegada mais diferente: a comédia. Além de capturarem os bandidos, a série é recheada com algumas cenas engraçadas e é impossível não se divertir com isso.
3) AMIZADE
Desde os primeiros episódios da série é mostrado que o capitão Holt pretendo que seu grupo se torne o melhor do Brooklyn, e para que esse resultado seja alcançado é de se esperar que os detetives passem a trabalhar como uma equipe de verdade. E aos poucos esse laço entre eles vai se fortificando, se tornando uma grande amizade. Eles não são apenas colegas de trabalho, também são uma grande família.

Eu me emocionei muito em um momento entre a Amy e a Rosa Diaz (Stephanie Beatriz), em que elas tem uma conversa muito franca sobre se apoiarem no ambiente de trabalho por serem duas mulheres cercadas em um ambiente masculino. A amizade entre o Jake e o Boyle também é uma das minhas favoritas. Porém, um dos melhores momentos foi quando todos se reuniram para poder celebrar o Dia de Ação de Graças. 

4) ELENCO TALENTOSO
Em "Brooklyn Nine-Nine" temos um elenco talentoso, com grandes nomes como Andy Samberg (o crush da minha adolescência, eu era uma grande fã do trabalho que ela fazia com o The Lonely Island), Andre Braugher e o Terrt Crews (o meu eterno Julius de "Todo Mundo Odeia o Chris"). E isso sem contar com a presença de alguns atores e atrizes que já trabalharam ao lado de Samberg no "Saturday Night Live".
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Resenha: Em Algum Lugar nas Estrelas

Título: Em Algum Lugar nas Estrelas
Autor(a): Clare Vanderpool
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 288
Classificação: 4/5

Sou uma grande fã dos livros publicados pela DarkSide Books e sempre que possível junto um dinheirinho para comprar algum título da editora. E o meu novo livro adquirido foi o "Em Algum Lugar nas Estrelas". Já tinha ouvido falar muitas coisas boas a respeito dele e durante a leitura eu pude confirmar isso.

"EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. Nossos caminhos vão se cruzar no primeiro semestre de 2016 nesta obra premiada com o Printz Honow Award em 2016, indicada a outra dezena de prêmios e eleita o livro do ano em dezenas de listas preparadas pelos leitores."

O livro conta a história de Jack Baker, um garoto de 13 anos que perdeu recentemente a sua mãe e que não possuiu um bom relacionamento como o seu pai — depois de todos os anos afastados pela guerra é como se eles fossem dois estranhos. E o pai de Jack també'm não consegue administrar o seu trabalho como capitão da marinha  com os cuidados que o seu filho precisa, da maneira que decide colocá-lo em um  internato só para meninos, o Morton Hill.

Ser novato em uma escola nova pode ser muito intimidador, de modo que leva algum tempo para que Jack se acostume com o seu novo "lar" e com sua nova rotina. E mesmo com a dificuldade para fazer amizades o garoto está decidido que não quer se envolver com Early Auden, o garoto esquisito da turma — até mesmo os professores preferem ignorá-lo, deixando ele fazer o que bem entende como sair mais cedo das aulas, do que lidar com as peculiaridades do comportamento dele.

Não demora para Jack perceber como o garoto é tratado pelas pessoas no colégio, o que incluiu o corpo docente, mas é durante uma aula de matemática em que ele passa a conhecer um pouco mais o garoto estranho. Durante uma discussão sobre o número Pi ser finito, Early se aborrece com a sua teoria. Ele acredita que o Pi não acaba e até mesmo tem uma história para justificar isso: o Pi está muito perdido no momento, mas ele irá encontrar o seu caminho de volta.
“A história de Pi começa com uma família. Três é a mãe. Ela é bonita e bondosa, e o leva sempre no coração. Quatro é o pai. Ele é forte e bom. E aqui – Early apontou o número um no meio – está Pi. A mãe deu a ele o nome de Polaris, mas disse que ele teria de conquistar seu nome."

Early ão só imagina a história do Pi, mas também consegue enxergar nos números as cores e sensações. E a verdade que a história de como Pi se perdeu e está tentando arranjar o seu caminho de volta para casa, é a história de seu irmão mais velho que foi morto na Segunda Guerra Mundial. Porém, Early acredita fortemente que o seu irmão está vivo e perdido, tentando achar o seu caminho de volta para casa.

Aos poucos Jack vai se aproximando de Auden, passando a conhecer o mundo que o garoto vive; conhece as suas manias como organizar as balas por cores para se acalmar, ou que tem um músico/a específico para cada dia da semana, inclusive  para dos dias de chuva. Juntos os dois vão criando um laço muito forte chegando ao ponto dos dois fugirem para uma aventura para encontrar o Pi, ou melhor, o irmão de Early que está perdido.

“Eu me apoiei no remo, grato por aquilo e pelo momento em que podia absorver todas essas coisas. Early havia me permitido vislumbrar o que ele via, ouvia e sentia por intermédio dos números. E havia nisso uma beleza que era calorosa e real."

A história de "Em Algum Lugar nas Estrelas" foi muito tocante. Apesar de serem tão diferentes, de enxergarem o mundo de maneiras diferente, Jack e Early superaram todos esses obstáculos e se tornaram grandes amigos. Temos uma história de amizade, superação e de aventura. É tão envolvente que não consegui parar de ler. E a medida que o autor vai acompanhando a trajetória desses dois amigos, também conhecemos a história de Pi e de como ele faz para tentar encontrar o seu caminho de volta para casa.

E como costume acho que nem preciso dizer que a DarkSide Books arrasou nesse livro, assim como em outros já publicados pela editora. Tudo no livro é lindo, desde os grandes e pequenos detalhes como os desenhos de constelações, mas o que mais me encantou foi o marcador de livro: de um lado mostra os músicos ouvidos por Early, e do outro lado são os símbolos das constelações. Foi tudo pensado com muito cuidado, ficou simplesmente encantador! 
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Resenha: Pode Beijar a Noiva

Título: Pode Beijar a Noiva
Autor(a): Patricia Cabot
Editora: Essência
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5

Sou uma grande fã dos livros da Meg Cabot, desde a minha adolescência que eu sempre venho procurando comprar algumas de suas obras (o preço dos livros são bem caros, então não é sempre que dá), ainda mais se tratando os livros que ela escreve sob o pseudônimo de Patricia Cabot. Tenho um fraco por eles. Sendo assim precisei comprar "Pode Beijar a Noiva", um livro que eu estava desejando há séculos.

"Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.
Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.
Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?"

Algumas pessoas são capazes de cometer certas loucuras em nome do amor, não? Emma Van Court sabe muito bem como é isso. Há um ano atrás ela fugiu da Inglaterra, deixando a casa de seus tios e todos que conhecia para trás para poder se casar com o seu grande amor desde a infância: Stuart Chesterton. Eles foram morar em Faires, uma ilha isolada no meio do Mar do Norte, na Escócia. A nova vida que levavam era cheia de dificuldades, uma vez que Stuart ganhava um péssimo salário com o seu trabalho como Cura. 

O que Emma não podia imaginar era que os problemas de sua nova vida estavam prestes a piorar com a chegada da epidemia de Tifo à ilha. A jovem mulher acaba se tornando viúva e sem nenhum dinheiro, uma vez que a única condição para que ela possa receber a herança de seu falecido marido é se casar novamente, pois os homens da pequena cidade acreditam que Emma não tem a capacidade de administrar uma grande quantia de dinheiro.

“James declarou, extremamente aborrecido, sem saber se era pelo discurso bombástico do juiz ou pelo fato de o barman ter admitido que propusera casamento a Emma."

Apesar de não querer se casar novamente, Emma não consegue evitar os cortejos dos homens da ilha, que sonham com a possibilidade de se casar com ela e conseguir uma quantia razoável de dinheiro. Ela tem coisas mais importantes para se preocupar e lidar, como o seu trabalho na escola local e os seus esforços para manter o local aberto visto que a estrutura da construção está fragilizada. E além de todas essas coisas que precisa lidar, Emma se reencontra com o conde James Denham (primo de Stuart).

Da última vez em que estiveram juntos James quase estragou o plano de fuga entre seu primo e Emma, o que causou certos atritos entre eles. A viúva foi surpreendida por aquela visita inesperada de James, que estava em Fraires para levar os restos mortais de seu primo de volta para a Inglaterra para que ele seja enterrado no mausoléu da família. Sem contar que ele tem esperanças de convencer Emma a voltar junto dele, deixar a vida precária que leva naquela ilha de uma vez por todas. 
“Naquela altura, sob a luz da vela, James entendeu que não faria diferença se Emma usasse um vestido de baile ou um penhoar. Em algodão simples ou na melhor seda, ela era a mulher mais bela que conhecera.”

O que eles mal podiam imaginar era que aquele encontro poderia trazer à tona sentimentos escondidos, além de segredos guardados a sete chaves. Não somente James ficará balançado com o encontro, assim como Emma que aos poucos vai aprender a olhá-lo de outra maneira. 

Como de costume esse é mais um dos livros da Meg que me conquistou, ela conseguiu criar um romance leve e com uma pitada de erotismo (algo que é comum nas obras que ela escreve usando o pseudônimo de Patricia Cabot). Depois que comecei a ler não consegui mais parar, estava muito envolvida com a história.

E apesar de se tratar de um romance de época gostei do fato dela ter abordado termas de reflexões atuais, como a opressão sobre a figura feminina. Emma é uma personagem forte e teimosa, não abaixando a cabeça e lutando pelo o que ela acredita (a escola que ela se dedica). Meg Cabot conseguiu construir personagens memoráveis e a química entre o casal era grande. 

Se você gosta de romances de época ou livros com um pouco de erotismo, "Pode Beijar a Noiva" pode ser uma ótima opção para se ler. Há anos eu desejava poder lê-lo e não fiquei decepcionada com o que encontrei, muito pelo contrário, acabou superando as minhas expectativas.
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Top 3 Séries Para Assistir


Nas férias de julho eu aproveitei para colocar as minhas séries em dia e também aproveitei para conhecer novas, então agora vou fazer uma listinha falando um pouco sobre essas séries que eu andei assistindo. Espero que vocês gostem das sugestões e sintam-se livres para me indicar novas séries!

1) OUTLANDER
O meu amor por Outlander começou por influência da minha Bea, eu via os tweets dela a respeito dessa série e não pude deixar de ficar curiosa. Também vi outras pessoas comentando maravilhas a respeito de Outlander e elas não poderiam estar mais certas sobre isso. Foi uma espécie de amor à primeira vista, maratonei a primeira temporada em uma questão de poucos dias e estou ansiosa pelo lançamento da terceira temporada! #ChegaLogoSetembro

"Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas."

2) LUCIFER
A sinopse de Lucifer me chamou muita atenção, não pude deixar de e sentir curiosa para ver como seria a vida do diabo aqui na terra, mais precisamente em Los Angeles. E devo dizer que fui surpreendida com a maneira que Lucifer vive a sua vida em meio aos humanos, é algo que nunca poderia ter imaginado. Ele possuiu uma personalidade bem singular e eu gostei de ver como o personagem foi mudando ao longo da primeira temporada.

"Entediado e infeliz como o Senhor do inferno, Lúcifer abdica de seu trono e abandona seu reinado para viver na atordoada Los Angeles. Lá, ele dá início a outro empreendimento: ele abre um Piano-Bar chamado Lux."

3) Agents of S.H.I.E.L.D.
Para os leitores aqui do blog não é nenhuma novidade que eu sou uma grande fã dos filmes da Marvel, além das séries originais que a Netflix vem fazendo. E depois de terminar de assistir Agent Carter eu resolvi dar uma chance para Agents os S.H.I.E.L.D. e essa série me conquistou desde o primeiro episódio. As cenas de ação dinâmicas, a oportunidade de rever personagens antigos e novos personagens que me conquistaram por completo... todos esses fatores fizeram que eu gostasse da série!

"Após os acontecimentos em Nova York, retratados em Os Vingadores, a S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão) deve mobilizar seus integrantes para solucionar vários casos relacionados com super-heróis. A equipe é liderada pelo agente Phil Coulson."
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Planeta dos Macacos: A Guerra (Crítica Sem Spoiler)

"Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson). Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo."

Ao longo da trama acompanhamos o drama que os humanos e os macacos enfrentam em um  conflito contante, mas quando a família do líder Caesar (Andy Serkis) é ferida a situação acaba se tornando mais pessoal. É como se tivesse atingindo o seu ápice. E a busca de um lugar seguro pelos macacos acaba se tornando ainda mais constante, uma vez que a guerra está os desgastando.

E é nesse momento crucial em que Ceasar se vê divido entre levar o seu bando para um local seguro ou procurar o coronel (Woody Harrelson) em busca de uma vingança pessoal. A guerra deixa de ser uma luta do bem contra o mal e passa a assumir um patamar ainda maior.
Em "Planeta dos Macacos: A Guerra" podemos perceber a notável evolução do personagem Ceasar, que está mais articulado, sendo capaz de falar quase como um humano. Também podemos perceber os seus sentimentos conflitantes, principalmente em relação ao coronel, e graças a tecnologia de ponta usada nesse filme podemos captar cada reação expressa no rosto de Ceasar, que é carregada de sentimento. Isso mostra o grande talento de Andy Serkis, que consegue emocionar qualquer um apenas como um olhar.

Enquanto o elenco que empresta os movimentos aos animais digitais são capazes de emocionar com apenas um olhar, o elenco humano é mostrado de uma maneira mais robótica e sem deixar transparecer seus sentimentos. Temos um vilão extremamente frio que serve para mostrar como as pessoas perderam a sua humanidade — o que é um grande contraponto com a personagem Nova (Amiah Miller), uma vez que a jovem garota possui uma condição primitiva e inocente, uma alusão ao bom selvagem; enquanto o personagem de Woody Harrelson retrata a decadência do homem civilizado. Vemos uma clara humanização dos animais e a desumanização das pessoas.
E guerra não é vista como algo glorioso para os personagens, muito pelo contrário, ela acabou se tornando essencial para a sobrevivência de uma das espécies.

O filme "Planeta dos Macacos: A Guerra" é um filme que possui excelentes cenas de ação, todas muito dinâmicas e ótimos efeitos especiais, mas o filme não para por ai sendo capaz de gerar uma reflexão. Esse foi um filme que acabou superando as minhas expectativas. Então, se você ainda não assistiu "Planeta dos Macacos: A Guerra" vá até o cinema mais próximo da sua casa!

Ficha Técnica
Título: Planeta doa Macacos: A Guerra
Duração: 2h20min
Direção: Matt Reeves
Gênero: Ficção científica, Ação, Aventura
Elenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Karin Konoval, Terry Notary, Amiah Miller, Judy Greer,, Michel Adamthwaite

Curiosidades:
1) Baseado no livro La Planète des Singes, de Pierre Boulle.
2) O personagem Nova é uma alusão à Nova do filme original de 1968. Ambas não falam e recebem esse nome pelos protetores.
3) Percebe-se o desenvolvimento de Caesar quando, neste filme, ele consegue falar quase como um humano.
4) Andy Serkis e Terry Notary trabalharam juntos em Kong: A Ilha da Caveira (2017).
5) O objeto em forma de "x" que os humanos utilizam para amarrar os macacos possui o mesmo design de Planeta dos Macacos (1968).
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Resenha: A Viajante do Tempo (Outlander #1)

Título: A Viajante do Tempo (Outlander #1)
Autor(a): Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 800
Classificação: 5/5

O meu primeiro contato com a série Outlander (ela tá disponível na Netflix, não perca tempo e vai logo assistir) foi incrível, com uma trama bem envolvente e com ótimos personagens foi impossível não gostar de Outlander, eu passei a amar essa série desde o primeiro episódio. E depois de terminar assistir as duas temporadas eu resolvi dar uma chance para os livros, e assim como a série acabei me encantando completamente pela história criada por Diana Grabaldon.

"Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?"

Escócia, 1945

A Segunda Guerra Mundial foi um período difícil para muitas pessoas, não? Para a destemina enfermeira Claire Beauchamp, esse foi um período em que passou afastada de seu marido Frank Randall de modo que ele parecesse um completo estranho para ela. Para poderem se reconectar depois de passar tantos anos longes um do outro nada melhor do que uma segunda lua de mel, essa parece à oportunidade para Claire e Frank retornarem com a vida que levavam antigamente, quem sabe até mesmo uma oportunidade para formar uma família.

Eles vão para Inverness, uma cidadezinha que fica na Escócia. Além de ser um bom local para uma segunda lua de mel, também é a oportunidade perfeita para Frank poder pesquisar um pouco mais sobre sua linhagem. Por ser um historiador ele possuía um grande interesse e curiosidade em saber sobre seus antepassados. Enquanto Frank fica ocupado para descobrir mais sobre Jack Randall, também conhecido como "Black Jack" — um de seus parentes que era bastante conhecido naquelas localidades por meado de 1730 —, Claire passa o seu tempo estudando botânica — o seu novo hobbie — e conhecendo novas espécies de plantas. 

"Você esquece a sua vida após um tempo. Coisas que lhe são queridas são como um colar de pérolas. Corte-o e elas se espalham pelo chão, indo para cantos escuros, não sendo mais encontradas. Então você segue em frente. E um dia acaba esquecendo como as pérolas eram."

Acontece que em Inverness está se comemorando um feriado importante, de modo que Frank resolve ir com sua esposa observar, ou melhor, bisbilhotar, um ritual druida que iria acontecer em Craigh na Dun, o famoso círculo de pedras. Ao observar aquelas mulheres fazendo tal ritual, Claire imediatamente sentiu que não deveria estar ali. Era como se houvesse uma fonte poderosa de magia ali e ela e seu marido não eram dignos de observar tal ritual, afinal de contas ambos eram forasteiros.

Contudo, o que Claire não podia imaginar era que ao retornar a Craigh na Dun  no dia seguinte para obter mais informações sobre uma flor sua vida iria mudar completamente. Ela mal imaginava que estava prestes a embarcar em uma viagem.
Escócia, 1743

"Parecia inconcebível, mas todas as evidências indicavam que eu estava em um lugar onde os costumes e a política do final do século XVIII ainda vigoravam. Eu teria imaginado que tudo não passava de algum tipo de espetáculo à fantasia, se não fosse pelos ferimentos do jovem a quem chamam de Jamie."

Ao encostar na pedra, Claire é transportada para o ano de 1743. Atordoada sem saber o que tinha acontecido, nem mesmo tendo noção da viagem temporal, ela se vê sozinha naquela confusão. Claire até tenta retornar para o local onde tinha estacionado o seu carro, mas é uma tentativa em vão. E como se não fosse o bastante ela acaba se envolvendo em um conflito entre os escoceses e os ingleses, além de se deparar com o temível Jack Randall.

Em um só dia ela fez uma viagem temporal para o passado, quase foi assassinada e estuprada. A sorte de Claire é quando ela se depara com alguns homens do clã McKenzie, ganhando um abrigo no castelo Leoch. Sua habilidade como enfermeira permite que ela possa ajudar as pessoas, incluindo Jamie, um guerreiro das Terras Altas.

"— Ah, sim, Sassenach — respondeu ele, um pouco melancolicamente. — Eu sou seu senhor... e você é minha senhora. Parece que não posso possuir sua alma sem perder a minha."

Para se adaptar a essa noca época, Claire vai precisar se esforçar e se lembrar constantemente que não está mais no ano de 1945. Sem contar que a Escócia, em 1743, ela corria um grande perigo por ser uma inglesa em meio a um conflito entre os ingleses e os escoceses. Sendo assim, retornar para sua casa e para Frank parece ser algo cada vez mais difícil, até mesmo levando em conta que é preciso lutar contra atração que tem por Jaime.

A primeira coisa que eu percebi lendo "A Viajante do Tempo" foi como a série estava fiel ao livro, e para qualquer leitor não há nada melhor do que ver um filme ou série que seja fiel a obra (nem preciso dizer que nesse quesito a adaptação de Percy Jackson foi um desastre completo). Desde os pequenos detalhes até os maiores estavam perfeitos, e enquanto lia não podia deixar de pensar no Sam Heughan e na Caitriona Balfe que deram vida ao Jamie e à Claire.

Simplesmente me apaixonei por esse universo criado por Diana Grabaldon. Com uma escrita extremamente detalhada pude imaginar com facilidade os locais, isso tornou a narrativa ainda mais rica. Se você gosta de romances de época não pode deixar de ler "A Viajante do Tempo", assim como os outros volumes da série. Você vai se envolver pela história do livro, pelo romance entre Claire e Jamie, esse livro é simplesmente irresistível! Uma vez que se começa a ler não dá mais vontade de parar.
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Resenha: Tudo e Todas as Coisas

Título: Tudo e Todas as Coisas
Autor(a): Nicola Yoon
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 280
Classificação: 5/5

Durante certo tempo ouvi as pessoas comentarem a respeito desse livro da Nicola Yoon, que até ganhou um filme. Não pude deixar de ficar curiosa a respeito dessa história uma vez que tinha vários comentários positivos, e foi assim que eu resolvi ler "Tudo e Todas as Coisas". 

"Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.

A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.

Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe."

No livro conhecemos a história de Madeline, uma jovem de 18 anos que por conta de sua doença não pode sair de casa. Ela possui uma imunodeficiência muito grave. Basicamente Madeline tem alergia ao mundo, sendo assim a sua casa é o único ambiente seguro em que ela pode estar — é toda equipada e esterilizada para evitar que ela possa ter uma reação alérgica que possa a levar a morte. As únicas pessoas com quem ela mantém contato é sua mãe superprotetora, que também é médica, e sua enfermeira, Carla.

Por conta de sua doença os dias de Madeline são praticamente os mesmos, uma rotina tão metódica que não tem exceção para surpresas. Somente em seu aniversário que a garota e sua mãe tiram o dia para fazer tudo junto, mas tudo dentro de casa como de costume. O mundo é um grande perigo e Madeline não pode arriscar a sua vida, já é um verdadeiro milagre ela ter conseguido atingir os 18 anos de idade.
"— O que você pediu? — pergunta ela assim que abro os olhos. Só existe uma coisa que eu possa desejar: uma cura milagrosa que me permita correr lá fora, livre como um animal selvagem. Mas nunca peço isso, porque é impossível. É como pedir que sereias, dragões e unicórnios existam de verdade. Então, peço alguma coisa mais provável do que a cura. Alguma coisa que não nos deixe tristes ao ser dita. — A paz mundial — respondo."

A vida da jovem acaba virando uma reviravolta quando uma família se muda para a casa vizinha. Madeline passa o o seu dia observando a rotina de seus novos vizinhos, se pegando atenta ao detalhes. O membro que mais lhe chama atenção é um rapaz alto, magro e que usa roupas pretas. O seu nome é Olly

Depois de tanto tempo apenas observando pela janela Madeline e Olly começam a desenvolver uma amizade. Eles trocam algumas mensagens pelo chat do e-mail, a única forma possível uma vez que Maddy não pode sair de sua casa e nem Olly pode a visitar. Porém, é inevitável evitar que uma forte conexão se estabeleça entre eles, algo tão forte ao ponto de Madeline querer deixar a proteção de sua casa para trás apenas para poder o conhecer. O mundo não é mais o seu maior perigo, e sim o amor já que está certa que irá acabar saindo dessa história com o coração partido.

"Madline: Não sou princesa. 
Madline: E não preciso que ninguém venha me salvar. 
Olly: tudo bem. também não sou um príncipe 
Madline: Você me acha bonita? 
Olly: para uma princesa fantasma espiã de contos de fadas? claro que acho."

Inicialmente quando li a sinopse do livro eu estava imaginando algo muito parecido com a "A Culpa é das Estrelas", até mesmo acabei julgando a ideia como algo bastante clichê. Apesar disso resolvi ler "Tudo e Todas as Coisas" e no final da leitura percebi que de semelhança com ACEDE é mínima, a única coisa em comum é uma jovem com uma doença mortal. O livro de Nicola Yoon foi surpreendente. 

A leitura foi completamente envolvente, depois que comecei a ler não consegui mais parar. Consegui entender o porquê de tantos comentários positivos a respeito de "Tudo e Todas as Coisas". Nicola Yoon conseguiu construir um plot twist surpreendente, algo que eu nunca teria conseguido imaginar e que render a originalidade da história.
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Resenha: Outros jeitos de usar a boca

Título: Outros jeitos de usar a boca
Autor(a): Rupi Kaur
Editora: Planeta Brasil
Número de páginas: 208
Classificação: 5/5

Eu não sou uma grande fã de poesias, mas, às vezes, encontro livros que me chamam tanta atenção que eu resolvo sair da minha zona de conforto lendo algo desse gênero. Fiquei sabendo do livro "Outros jeitos de usar a boca" através de um vídeo da Jout Jout, e não demorou para que mais pessoas começassem a ler e comentar sobre. Como li várias críticas positivas eu resolvi dar uma chance para o livro.

"'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos."

O livro é uma coletânea de poemas escritos por Rupi Kaur, eles abordam temas sobre o amor, a feminilidade, a perda, o abuso e até mesmo a violência. E ele é dividido em quarto partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura.

A DOR
"você
cresceu ouvindo
que suas pernas são
um pit stop para homens que
procuram um lugar para repousar
um corpo vazio desocupado o bastante
para receber hóspedes mas
nenhum chega
disposto a
ficar"
Essa fase começa ainda na época da infância quando nós, mulheres, somos ensinadas a amar errado. Confundimos a violência com uma forma de carinho e proteção. Somos ensinadas a priorizar a felicidade das outras pessoas. As princesas fazem de tudo por seus príncipes e assim nós somos criadas.  

O AMOR
"só de pensar em você
minhas pernas abrem espacate
como um cavalete com uma tela
implorando por arte"
Quem nunca sonhou com o amor verdadeiro? Com uma relação intensa? O amor pode ser totalmente lindo e sonhador, porém bem sempre é recíproco. O amor também doí e machuca, mas não conseguimos viver sem ele.

A RUPTURA
"ele só sussurra eu te amo
quando desliza a mão
para abrir o botão
da sua calça

é aí que você tem
que entender a diferença 
entre querer e precisar
você pode querer esse menino
mas você com toda a certeza
não precisa dele"
Chega um momento em que é preciso colocar um fim em determinadas coisas. Essa ruptura parece despedaçar por inteiro, machucando ainda mais. E é com o tempo que aprendemos a amar algo muito mais importante: nós mesmas.

A CURA
"gosto de ver como as estrias
das minhas coxas são humanas
e como somos tão macias porém
ásperas e selvagens
quando precisamos
adoro isso na gente
como somos capazes de sentir
como não temos medo de romper
e de cuidar das nossas dores com classe
só o fato de ser mulher
dizer que sou mulher
me faz absolutamente plena
e completa"
E assim chegamos na última parte do livro. Estamos curadas. Nos reerguemos das cinzas para viver, como uma fênix. Estamos curadas de toda opressão, dos amores errados que tivemos em nossas vidas. Estamos curadas da procura pela nossa alma gêmea, nossa cara metade em outra pessoa, quando sabemos que devemos ser inteiras.

Quando eu acabei "Outros jeitos de usar a boca" fiquei sem palavras. Me encantei com a escrita de Rupi Kaur, o modo poético que ela utilizou para escrever sobre seus sentimentos, sobre suas dores, alegrias, amores e tristeza. A autora foca em pontos sensíveis do que é ser mulher. O livro também é carregado por um forte empoderamento.

Essa foi uma leitura rápida, mas bastante reflexiva que me encantou da primeira a última página. Se você é mulher eu recomendo que você leia esse livro. Eu estou nesse livro, você está nesse livro. O meu pai, a minha mãe e as outras mulheres da minha família também. O meu namorado está nesse livro assim como os homens que eu já beijei. É impossível não se identificar em alguma parte dessa leitura.
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