Sei que o mês de Setembro já chegou ao fim, mas mesmo assim acho importante falar sobre o Setembro Amarelo, uma campanha iniciada no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). O objetivo é conscientizar sobre a prevenção do suicídio, alertando a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Esse movimento acontece durante todo o mês, mas existe uma atenção especial para o dia 10/09, que é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Esse é um assunto bastante sério, de modo que não podia ficar sem falar dele aqui no blog, mesmo que esteja bem no fim do mês. Ainda existem muitas pessoas que consideram como um grande drama a questão da depressão, acham que não é uma doença "de verdade", quando se trata de um sério problema.

Sendo assim, resolvi listar alguns livros que abordam esse tema (personagens e uma pessoa que sofrem com depressão/outros transtornos, e que chegaram a pensar na possibilidade de acabarem com suas vidas). Espero que gostem das escolhas, e vamos continuar dando cada vez mais importância e visibilidade para a campanha do Setembro Amarelo.

1) COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - JOJO MOYES
"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário. 
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."

2)  AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL - STEPHEN CHBOSKY 
"Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível – que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco – acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona.
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

3) PERDÃO, LEONARD PEACOCK - MATTHEW QUICK
"Perdão, Leonard Peacock - Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto."

4) QUEM É VOCÊ, ALASCA? - JOHN GREEN
"Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o guarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao 'Grande Talvez'".

5) ALUCINADAMENTE FELIZ: UM LIVRO ENGRAÇADO SOBRE COISAS HORRÍVEIS - JENNY LAWSON
"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria."


Título: A Vingança Está na Moda
Autor(a): Rosalie Ham
Editora: Casa dos Livros - HarperCollins Brasil
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

Não vou negar que a capa do livro sempre me chama atenção, às vezes acaba sendo até o principal motivo para que eu compre um livro já que acaba me despertando o interesse. E quando eu me deparei com a Kate Winslet toda loira, com um batom vermelho, com roupas com o estilo da década de 50 eu precisei comprar o livro "A Vingança Está Na Moda". Acabei ficando bastante curiosa para saber mais sobre essa história que estava conquistando várias pessoas com a sua adaptação para as telas do cinema.
"Apesar de ter sido escorraçada de sua cidade natal quando criança, Tilly Dunnage decide voltar, já adulta, em busca de uma nova vida. Munida de sua máquina de costura e seu requinte único, ela impressiona as mulheres provincianas de Dungatar com seus conhecimentos das últimas tendências da moda, mas não recebe muito em troca. Então, decide arquitetar um plano bem mais sombrio. Sem descer do salto.
Com muito humor negro e um tom satírico leve, Rosalie Ham conta uma história intrigante de amor, aceitação e vingança em meio às fofocas de um pequeno vilarejo. Ela convida o leitor a visitar o interior da Austrália e a conhecer personagens fascinantes cheios de intrigas, conduzindo a narrativa até uma reviravolta surpreendente."
Vinte anos após ter deixado a sua terra natal, ainda quando era apenas uma criança, Myrtle  Dunnage— agora conhecida apenas como Tilly. Um novo nome para um novo começo de vida —  resolve voltar para Dungatar, Austrália com o objetivo de apenas visitar sua mãe idosa, mesmo sabendo que é uma ideia arriscada uma vez que o seu passado ainda a persegue por lá de modo que ela seja considerada como uma persona non grata pela maioria das pessoas desse vilarejo rural.

Os anos que se passaram não fizeram bem para Molly Dunnage — também conhecida como Molly Maluca pelos moradores de Dungatar — desde que levaram sua filha embora, ela começou a viver mais isolada das pessoas do vilarejo e com o tempo a sua situação se tornava cada vez mais precária, alguns arriscavam até mesmo a dizer que ela estava morta. Com uma casa caindo aos pedaços e cheirando a xixi de gambá, isso acaba refletindo no estado de saúde em que Molly se encontra: um pouco demente, corpo frágil e uma grande falta de higiene.
"— Molly Dunnage não tem telefone há anos. Ela não saberia nem o que é um telefone.
— Eu escrevi — disse Tilly —, e ela não me respondeu. Será que não recebeu a minha carta?
— A velha Molly Maluca também não saberia o que fazer com uma carta — replicou a telefonista.
Tilly resolveu então que voltaria a Dungatar."
O reencontro entre mãe e filha não acaba sendo emotivo, muito pelo contrário, acaba sendo bastante difícil. Por conta da doença, Molly não reconhece sua própria filha, chega a pensar que ela é uma estranha que pretende lhe fazer algum tipo de mal. Já para Tilly, foi preciso ter muita paciência para conseguir lidar com a personalidade complicada e forte de sua mãe, além de ter todo o trabalho físico de colocar toda a casa em ordem.

A volta de Tilly para Dungatar causou um grande alvoroço para os moradores da cidade, que em um primeiro momento ficaram espantados por notarem uma estranha movimentação na casa da velha Molly Maluca, mas que depois não ficaram nem um pouco contentes com a situação, afinal de contas Myrtle Dunnage havia sido expulsa da cidade quando era criança. As únicas pessoas que não parecem se incomodar muito com essa situação foi o Sargento Farrat, que ficou impressionado com a máquina de costura de Tilly e as criações que ela fazia; e a família McSwiney já que sempre viveram um pouco a parte do restante dos moradores, em especial, Ted McSwiney que parece demonstrar um enorme fascínio por Tilly. No início ela tenta até negar a atração existente entre eles, mas esse sentimento acaba se tornando mais forte ao ponto dela esquecer de que está amaldiçoada, de modo que ela acaba se envolvendo com Ted.
Myrtle "Tilly" Dunnage (KateWinslet) e Ted McSwiney (Liam Hemsworth)
O objetivo central de Tilly é conseguir cuidar de sua mãe e lhe proporcionar uma vida melhor, além de conseguir ser aceita pelos moradores de Dungatar através de suas impressionantes habilidades com a costura. Seria muito bom que ela conseguisse deixar todo o seu passado para trás, e por um tempo ela até consegue, mas isso dura por um pouco tempo de maneira que ela passa a arquitetar uma enorme vingança para que todos do vilarejo paguem por tudo o que ela e sua mãe sofreram durante anos. E nesse processo novos segredos acabavam sendo revelados.
"Choveu intensamente a noite toda enquanto Tilly dormia um sono leve na cama da mãe. Eles foram vê-la, apenas por um instante, e saciaram seu coração. Teddy acenou e olhou para Pablo nos braços de Molly, e todos sorriram, Em seguida, desapareceram".
O livro é narrado sob a perspectiva de vista de vários personagens, o que inclui os muitos moradores de Dungatar, e ao mesmo tempo o que pode ser um pouco confuso (demora certo tempo para lembrar-se do nome de todos e quem eles são), também é algo que acaba enriquecendo a narrativa já que temos diversas opiniões diferentes sobre um mesmo acontecimento.

"A Vingança Está na Moda" se trata de uma história triste, carregada de um grande humor negro e muito sacarmos. Mesmo tendo alguns momentos engraçados, em sua maioria os problemas de convivência entre Molly e Tilly que tem brigas bastante engraçadas, mas, no geral, acaba sendo uma história bastante triste e o leitor é capaz de se emocionar com muitas coisas que Tilly viveu durante o seu passado e outras que ela vive ao longo da narrativa.

Eu me surpreendi com o livro, acabei gostando mais do que poderia imaginar e até mesmo fiz questão de assistir ao filme para poder comparar — não tenho nada do que reclamar, pois a adaptação ficou ótima. Dei boas risadas, achei linda a relação entre a Tilly e o Ted e também me emocionei bastante com todos os acontecimentos. Rosalie Ham soube como criar um surpreendente plot twist para a trama e a vingança no final de tudo foi grandiosa, achei digna levando em conta tudo o que a Tilly sofreu nessa vida. Acho que a minha única reclamação é desse livro não ser tão conhecido, pois eu iria adorar conversar com mais alguém que leu ele. De resto se trata de uma trama muito bem construída e o filme também é muito bom, então eu mais do que recomendo a leitura do livro e o filme para acabar dando uma complementada.


Título: Pó de Lua
Autor(a): Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 192
Classificação: 4/5

Nas férias de julho desse ano eu tinha um objetivo: colocar em dia a leitura dos livros que eu tenho guardados na minha estante, e assim eu fiz. Li alguns livros que tinha ganhado no meu aniversário, e outros ainda mais antigos que tinha comprado ainda em 2015. E entre todos os livros que eu li, um deles era o "Pó de Lua" da Clarice Freire, e como achei ele um verdadeiro amorzinho resolvi que precisava escrever uma resenha dele aqui no blog.
"Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos."
Uma obra reflexiva e linda, no formato de um caderno moleskine é onde a publicitária Clarice Freire exercita a sua criatividade através de seus poemas, as brincadeiras com as palavras e lindos desenhos. É assim que se apresenta o livro, que é dividido em 4 partes, assim como as 4 fases da lua: minguante, nova, crescente e cheia.
Lua Minguante  
"Não vivo de PASSADO,
mas confesso que ele passe por mim
um tanto mais que o ESPERADO."
Os poemas dessa fase do livro abordam alguns temas diretamente relacionados com o passado; do tempo que às vezes passa rapidamente como num piscar de olhos, já em outras ele arrasta para se passar; da saudade que sentimos de algumas pessoas. Chega a ser tocante o poema que ela escreve para falar sobre o Vô Jaime, com certo chame ela deixa claro o seu amor e a importância por ele.
Lua Nova
"A LUA NOVA se contradiz
ESCONDIDA, ENCOLHIDA,
Fala a voz muda
Que não se DIZ."
Nos poemas dessa parte do livro é possível perceber uma grande leveza, maior até do que das outras partes, como se realmente estivesse tirando um pouco da gravidade de todas as coisas. É possível perceber que nessa parte do livro as brincadeiras semânticas acabam sendo maiores, trazendo um ar maior de graça.
Lua Crescente
"Vivia se perguntando se LUZIA ou ESCURECIA
Não assimilava bem quem era,
Porque metade ACENDIA
e a outra não se VIA"
Assim como a lua vai crescendo, a simpatia do livro também cresce com o decorrer da leitura. Os poemas dessa parte abordam muito a questão do ser, de como crescer pode dar um pouco de medo por se tratar de algo indefinido, além das dúvidas e o receio de deixar algumas coisas para trás. É uma parte fácil de se identificar, pois todos nós já passamos por momentos de indecisão, dúvidas e receio a medida que crescemos.
Lua Cheia
"Eu admiro a LUA CHEIA.
Ela não incendeia a noite por si ,
Mas festeja o belo de ser
REFLEXO DE AREIA
Lampejando a ESCURIDÃO mesmo sendo
APENAS PÓ."
Chegamos à última fase da lua, na última parte do livro e é como se um ciclo estivesse terminando. Nesses poemas, Clarice fala muito sobre a liberdade, a leveza — que não está presente somente nessa parte, assim em como todas as anteriores do livro. A leveza é algo sempre constante em todos os poemas da obra —, a liberdade e sobre como é importante conhecer e reconhecer toda beleza e simplicidade da vida.
Leveza. Encantador. Incrível. Simples. São muitas palavras que posso usar para definir "Pó de Lua", e a experiência sobre como foi a leitura. É um livro cheio de brincadeiras com as palavras, uma leitura rápida e tranquila acompanhada com desenhos que complementam e que dão um maior sentido para os poemas. Não posso ser a maior fã do gênero de poesias, mas é certeiro o fato de que fiquei completamente encantada com esse livro e no final tive a sensação de que havia diminuído um pouco da gravidade das coisas, uma sensação de leveza e de relaxamento na minha vida como um todo.


Título: Depois de Você
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Classificação: 3/5

Quando gosto muito de um escritor sempre procuro acompanhar de perto o seu trabalho, e ultimamente a Jojo Moyes se tornou uma das minhas queridinhas. Já li alguns de seus livros e me emocionei com suas histórias, e agora estou de volta ao blog com mais uma resenha de um livro dela! Após de ter chorado bastante com a leitura de "Como Eu Era Antes de Você", agora eu estou de volta com a continuação dele que é "Depois de Você".  Espero que gostem da resenha e do livro!
"Quando uma história termina, outra tem que começar.
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes.
Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente."
Depois da morte de Will Traynor, Louisa Clark — ou simplesmente Lou — resolve seguir o seu conselho de viver intensamente, com isso ela se muda da pequena casa de seus pais e usa o dinheiro que ganhou para viajar por alguns países da Europa e comprou um apartamento novo. Porém, apesar de sua mudança de vida ela ainda se sentia vazia, como se um pedaço dela estivesse faltando. Quando ela retorna para sua nova casa ao invés de cursar uma faculdade, fazer o seu curso que havia prometido para o Will, ela começa a trabalhar em um bar do aeroporto atendendo como garçonete.

Dezoito meses após a morte de Will e ela ainda se sente no fundo do poço, às vezes consegue ter dias bons e outros nem tanto. E, desde então sua vida mudou um pouco. Lou não usa mais suas roupas chamativas, ela trocou seu guarda-roupa por algo mais básico com o objetivo de passar despercebida, e sua rotina parece que nunca muda.

Bem, pelo menos, até o seu acidente.
"— Dezoito meses. Dezoito meses inteiros. Até quando vai ser assim? — Pergunto na escuridão. E pronto, posso senti-la fervendo de novo: aquela raiva inesperada. Dou dois passos olhando para os meus pés. — Porque isso não parece vida. Não parece nada.
Dois passos. Mais dois. Hoje à noite vou até o canto.
— Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer... — Abro os braços, sentindo na pele o ar fresco da noite, e percebo que estou chorando outra vez. — Vá se foder, Will — murmuro. — Vá se foder por ter me deixado."
Um quadril fraturado, um tempo desacordada e alguns outros machucados. Essas foram algumas consequências de seu acidente, apesar de os pais de Lou acreditarem fortemente que aquilo foi uma tentativa de suicídio da sua filha. E, durante o processo de sua recuperação ela decide entrar em um grupo de terapia de luto: o Grupo Seguindo em Frente, pois prometeu para seus pais que faria aquilo para voltar a morar sozinha uma vez que estavam preocupados com que outro acidente acontecesse.

Em seu primeiro dia no Grupo Seguindo em Frente, em meio há biscoitos ruins e histórias de pessoas que estão tentando superar a perda, Lou acaba dando boas risadas e de início não se sente preparada para contar sobre o seu passado junto de Will, e o tanto que luto e se esforçou para que ele não desistisse da vida. E no final da sessão ela se encontra com Sam Fielding, o paramédico que a socorreu durante o acidente e de principio ele mostra estar interessado em Lou.

Tendo de lidar com a terapia em grupo, algumas dificuldades de morar sozinha após o acidente, além de tentar encontrar algo para fazer com sua vida, Lousia é surpreendida por uma bastante inesperada de uma jovem de 16 anos chamada Lily, e que alega ser filha de Will Traynor, mas que nunca teve a oportunidade de conhecer seu pai. A semelhança entre os dois é bastante aparente e depois de conversar com a mãe da garota fica claro que é verdade: Will tinha uma filha que as pessoas, nem mesmo ele, sabia da existência. Sendo assim, Lou assume a responsabilidade de tomar conta de Lily e ajudar a jovem a entrar em contato com Steve e Camilla Traynor, os pais de Will.
"Falhei com você Will. Falhei com você de todas as maneiras possíveis."
O livro "Como Eu Era Antes de Você" arrancou lágrimas de várias pessoas com a história de amor da Lou e Will, e a sequência do livro acabou complementando tudo, fechando o ciclo da história. Gostei de ver o que aconteceu com a vida dos personagens do primeiro livro, a recuperação e a superação da Lou. Também gostei bastante dos novos personagens que apareceram na trama, enriqueceram tudo.

Posso não ter concordado com a atitude da Jojo Moyes em matar o Will no primeiro livro, mas nem todos os amores acabam com um "felizes para sempre" no final de tudo. Will e Lou tiveram uma épica história de amor, que emocionou aos bastante aos leitores. E, em "Depois de Você" ela deu um novo final e bonito para as personagens. Foi um belo modo de encerrar essa história, eu no lugar dela não teria feito diferente. Trata-se de uma história emocionante de amor e superação, capaz de fazer os leitores chorar um pouco.  


Imagem do Pinterest
Desligue o celular, deixe de lado as redes sociais por um tempinho, pare com os joguinhos. Fique offline, apenas viva a vida e aproveite um pouco sem precisar registrar por meios de fotos e o check-in do facebook. Capture as imagens por meio dos olhos e deixe guardado isso em suas memórias. Aproveite a experiência e os seus momentos, ria e se divirta junto dos seus amigos e familiares. Apenas viva!

Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está presente em todas as relações pessoais, basta sair que não vai demorar para encontrar um grupo de amigos que ao invés de estarem interagindo entre si ficam se comunicando por meio dos celulares. A tecnologia serve para aproximar as pessoas, mas ao mesmo tempo, também as afasta. Qual é a graça de sair para um encontro onde as pessoas só sabem ficar no celular? Qual é a graça de conversar com uma pessoa que não presta atenção no que você diz e fica só no celular? Qual é a graça de conversar durante horas pelo facebook ou WhatsApp, mas não conseguir conversar pessoalmente com essa pessoa? 

As pessoas precisam sair um pouco do celular e viver um pouco da vida real, deixar de lado essa vida virtual.

Outro mal que existe nas relações atuais são os famosos joguinhos: enrolar pra responder alguém, ignorar uma pessoa... Esse tipo de coisa não aproxima ninguém, apenas acaba fazendo com que se afaste. É um saco conversar com alguém que demorar pra responder, apenas pra fazer uma espécie de charme, não tenho paciência para esse tipo de coisa.

As pessoas precisam aprender a demonstrar mais o que sentem. Não ignore alguém que você goste ou é especial em sua vida. Não tenha medo de demonstrar o que você sente, se for preciso corre atrás da pessoa, manda textão falando o que você sente, abra seu coração, num papo reto, cara a cara. Mostre que se importa, ou se você pensar nela não tenha medo de dizer. Apenas demonstre.


Imagem do We Heart It
Existem várias coisas que me acalmam e uma delas é a música. Escutar um pouco de música é essencial para o meu dia, é isso que me faz ficar de bom humor e um dia sem música não está completo. Sendo assim, resolvi fazer um novo post com as músicas que eu estou escutando nesse momento com uma maior frequência. Espero que vocês gostem de algumas das indicações que eu vou dar!

1) STITCHES - SHAWN MENDES
 2) CAKE BY THE OCEAN - DNCE
3) BANG - TIAGO IORC
4) HAIR - LITTLE MIX FEAT. SEAN PAUL
5) KILL EM WITH KINDNESS - SELENA GOMEZ
6) MONOMANIA - CLARICE FALCÃO
7) YOU DON'T OWN ME - GRACE FT. G-EAZY
8) AMEI TE VER - TIAGO IORC
9) ELA SÓ QUER PAZ - PROJOTA